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Gás produzido pela Sasol gerou 1.260 ME ao Estado moçambicano e à CMH em 11 anos

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Gás produzido pela Sasol gerou 1.260 ME ao Estado moçambicano e à CMH em 11 anos

A extração de gás pela Sasol em Inhambane gerou 1.470 milhões de dólares (1.260 milhões de euros) ao Estado moçambicano e à petrolífera estatal Companhia Moçambicana de Hidrocarbonetos (CMH) ao longo de 11 anos.

De acordo com a apresentação anual das operações da petrolífera sul-africana em Moçambique aos jornalistas, realizada nos últimos dias na província de Inhambane, o Acordo de Produção Petrolífera (PPA) gerou mais de 670 milhões de dólares (576 milhões de euros) em impostos e `royalties`.

O montante pago pela Sasol até ao final de 2025 inclui Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas (IRPC), Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares (IRPS), IVA e imposto sobre a produção petrolífera.

Segundo a empresa, a participação da CMH, que detém 25% da concessão, resultou em mais de 800 milhões de dólares (688 milhões de euros) distribuídos neste período através da partilha da produção associada ao projeto.

A Sasol indica ainda que a produção acumulada dos campos de Pande, Temane e Inhassoro atingiu 3.306,41 petajoules (PJ) até outubro de 2025, o equivalente a 79,48 mil milhões de metros cúbicos de gás.

Desse total, 3.278,66 PJ correspondem à concessão PPA, atualmente em fase de maturidade, após mais de 20 anos de operação. Este volume equivale a 78,81 mil milhões de metros cúbicos, ou 3,11 biliões de pés cúbicos.

A empresa acrescenta que o gás produzido suporta atualmente 452 megawatts de capacidade instalada de geração elétrica em Moçambique e que, desde 2013, foram comercializados 297,36 milhões de Giga Joules (MGJ) para o mercado nacional, correspondentes a 80,89% dos volumes contratualmente previstos.

A Sasol entrou em Moçambique na década de 1990, assinou os contratos do PPA e do Contrato de Partilha de Produção (PSA) em 2000 e iniciou, quatro anos depois, a produção comercial. A concessão é participada pela Sasol (70%), CMH (25%) e International Finance Corporation (IFC) (5%).

Durante a apresentação dos resultados, a empresa recordou que o PSA, cuja produção começou em 2025, deverá assegurar a continuidade da atividade em Inhambane após o termo da licença do PPA, previsto para 2034.

Através do PPA e de um gasoduto até à fronteira, a Sasol fornece grande parte do gás consumido na África do Sul. Contudo, a atual previsão aponta para o fim da extração nos campos de Pande e Temane em 2030, estando previstos investimentos para prolongar a atividade até 2031.

O PSA, detido integralmente pela Sasol, beneficia de uma licença de produção válida por 25 anos, até 2050.

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