"Pode acabar tudo amanhã": A paranoia construtiva que move a Mercedes na F1
Vencer oito campeonatos consecutivos de Construtores na Fórmula 1 não apaga a sensação de fragilidade competitiva.
Para Toto Wolff, diretor executivo, diretor de equipa e acionista da Mercedes-AMG Petronas F1, o triunfo nunca é um porto seguro.
Em entrevista ao portal Semafor , o responsável austríaco abriu o livro sobre o método com que gere a estrutura sediada em Brackley e explicou por que razão o sucesso não o livra da ansiedade da derrota.
"A minha mentalidade quando estou a ganhar é sempre a de que estou a olhar para o abismo.
Sabes, pode acabar tudo amanhã", confessou Toto Wolff.
"[No momento da vitória] saboreio-a, mas no dia seguinte tudo desapareceu, porque o receio de perder entra em ação." Esta atitude intransigente chegou a suscitar reparos internos no passado.
O antigo diretor de engenharia da Mercedes, Aldo Costa, chegou a alertá-lo de que a equipa não comemorava devidamente as conquistas.
"Celebrar um sucesso é olhar para trás, porque isso já aconteceu.
Nós já estamos no futuro, o que significa que ainda nada foi ganho", justificava então Wolff.
Contudo, o dirigente admite que reviu essa abordagem para não tornar o ambiente de trabalho "mais infeliz", passando a instituir momentos formais de comemoração após as corridas e reuniões com a equipa às segundas-feiras.
Tolerância zero a intrigas No dia a dia de gestão, Wolff aplica o que apelida de tough love , onde não há espaço para manobras de bastidores ou políticas de escritório.
"Se recebo um e-mail de alguém a dizer qualquer coisa sobre outra pessoa, simplesmente reencaminho-o para toda a gente", revelou.
"Não aceito arrogância.
Não aceito a falta de verdade.
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