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“É muito fácil propor soluções populistas como aumentar subsídios, ou aumentar taxas para os ricos”

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“É muito fácil propor soluções populistas como aumentar subsídios, ou aumentar taxas para os ricos”

Guerras, tarifas e maiores preços de energia tiveram um impacto negativo na competitividade europeia e nacional .

Segundo o IMD World Competitiveness Ranking 2026, Portugal baixou três posições, passando do 37.º para o 40.º lugar entre 70 economias, muito por causa do “efeito sistémico da Europa”, justifica Arturo Bris, diretor do IMD World Competitiveness Center, em entrevista ao ECO, por ocasião de uma visita à Porto Business School para participar no PBS Boardroom, onde foi keynote speaker de uma sessão.

O diretor do conceituado centro mundial de competitividade destaca que “há uma perceção crescente em Portugal e em outros países europeus de que não há estratégia”, atribuindo este fenómeno à cada vez maior fragmentação política .

“A estratégia governamental não é apenas uma responsabilidade do Governo, requer consenso político”, avisa, reconhecendo que “é muito fácil propor soluções populistas, como impor salários mínimos, ou aumentar subsídios, ou aumentar taxas para os ricos”.

Sobre a política de imigração, em grande medida responsável pela fragmentação política, Arturo Bris explica que países como Portugal, Espanha ou França estão a “ abrir portas e trazer mais pessoas e então aumentar a quantidade de prosperidade e não a qualidade “, lembrando que quando se acolhem mais imigrantes, estes “baixam os salários do país”, além do impacto na deterioração dos serviços .

E é por isto que as pessoas estão, cada vez mais, a decidir contra a imigração.

O diretor do IMD World Competitiveness Center defende ainda que “a primeira chave para ser competitivo são os salários”.

O responsável admite que “u m dos problemas que temos nos países com baixos salários é que o custo social do emprego é enorme”, destacando os elevados encargos associados à s egurança social , taxas, burocracia, ineficiências.

“É onde os salários podem crescer muito mais” .

“A produtividade, para mim, não é o barómetro correto, é a competitividade ou prosperidade”, diz Arturo Bris.

Portugal baixou três lugares no ranking da competitividade do IMD.

Porquê? Portugal tem sido, tradicionalmente, uma economia com boa performance em termos de competitividade.

O problema em 2026 foi, em primeiro lugar, a Europa como um todo.

Toda a crise de energia, a guerra na Ucrânia, o impacto da guerra do Irão, as tarifas, tudo isso afetou a economia da Europa e Portugal .

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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