TiJUBU lança solução para pôr empresas à prova na transparência salarial
A transparência salarial vai deixar de ser uma opção e passar a ser uma obrigação legal.
Para ajudar as empresas portuguesas a prepararem-se, a TiJUBU, tecnológica portuguesa especializada em Workforce Autonomics, acaba de lançar o Pay Intelligence.
Trata-se de um novo módulo da sua plataforma dedicado à análise de equidade salarial e à gestão da remuneração.
A ferramenta, já disponível no mercado nacional, permite identificar potenciais disparidades, estruturar políticas de compensação e apoiar os ciclos de revisão salarial com base em critérios objetivos.
“A transparência salarial obriga as empresas a ir além da identificação de diferenças remuneratórias.
É necessário perceber de onde vêm essas diferenças e conseguir demonstrar que as decisões são suportadas por critérios objetivos.
O Pay Intelligence foi desenvolvido precisamente para criar essa estrutura e evitar que as disparidades se acumulem ao longo do tempo”, explica Rui Luz, cofundador da TiJUBU.
A plataforma cruza dados sobre funções, competências, senioridade, antiguidade, desempenho e estrutura organizativa.
Além da equidade interna, integra referências de mercado, benefícios e componentes variáveis, dando uma visão completa do sistema de compensação.
A solução surge numa altura crítica.
Um dos fenómenos que mais contribui para o desequilíbrio interno é o pay compression – quando novos colaboradores entram com salários superiores a quem já desempenha funções equivalentes há mais tempo.
Um estudo da LaborIQ, com base em 20 mil funções, concluiu que as novas contratações recebem, em média, 7% mais do que colegas com a mesma função e maior permanência na empresa.
A Diretiva Europeia de Transparência Salarial entrou em vigor em junho de 2023 e deu aos Estados-Membros até 7 de junho de 2026 para a transporem.
Em Portugal, o processo ainda está em curso – o Governo publicou a 5 de agosto um projeto de proposta de lei que esteve em consulta pública até 25 de agosto.
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