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Ventura acusa Montenegro de querer cortar pensões

Observador ·
Ventura acusa Montenegro de querer cortar pensões

No início e no fim do discurso, André Ventura deixou uma mensagem para o arranque do novo ano político: o Chega está pronto para ir a votos e o presidente do partido está pronto para governar. Palavras do próprio, sem qualquer necessidade de entrelinhas. Durante pouco mais de 45 minutos, o líder do Chega fez essencialmente críticas a Montenegro e ao Governo, dedicou palavras duras para Luís Neves, atirou-se às “muletas” do PS e PSD, à esquerda e à direita, e fez promessas políticas para os próximos tempos.

Não há eleições à vista, Ventura até vai dizendo (e repetiu) que o país não deve andar de eleições em eleições, mas não perdeu a oportunidade para assegurar que, depois das idas às urnas de 2024 e 2025, o Chega não pode ambicionar nada menos do que a liderança do Governo.

“Não depende de nós. Não está única e exclusivamente nas nossas mãos que a crise venha ou não venha a acontecer. Não está única e exclusivamente nas nossas mãos que voltemos ou não a ser chamados às urnas tão depressa, [mas] há uma garantia que eu quero dar ao partido neste reinício da atividade política: (…) o Chega não cede e não transiste na defesa de Portugal e dos portugueses, mas acima de tudo estaremos aqui a lutar por Portugal. E estamos prontos e estou pronto para governar Portugal”, garantiu André Ventura, já depois de no arranque tem justificado que o partido pode ser “chamado a qualquer momento”.

Após assegurar que o Chega vai insistir na proposta de descida da idade da reforma (linha vermelha que levou o partido a votar contra a reforma laboral), desta vez no Orçamento do Estado para 2027, o líder do Chega desconfiou do timing do estudo e sugeriu que o Governo o tornou público para dizer que a Segurança Social está em “grande défice”. “Quando se começa a pôr estes estudos cá fora, a dizer que a Segurança Social está em grande défice, já sabemos o que é que isso significa. Isto significa que daqui a um, dois ou três meses vão começar a dizer que temos de cortar as pensões , que o Estado tem de voltar a ser sustentável”, justificou o líder do partido, enquanto deu garantias de que o Chega não alinhará nas alegadas intenções de Montenegro.

E por falar em insistências, Ventura não só elogiou o papel do partido nas leis da imigração e da nacionalidade, como prometeu trazer novamente a debate o tema dos imigrantes que cometem crimes.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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