quinta-feira, 20 de agosto de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

Licença de condução de velocípedes

Diário de Notícias ·

Conheci recentemente um cidadão português, de idade avançada, que, enquanto esperávamos pela prática de um ato notarial, me foi relatando algumas das suas experiências de vida.

Marcou-me, especialmente, que tendo emigrado clandestinamente para França, a “salto” como se dizia naqueles famélicos anos 50, ali tivesse chegado munido de um único documento, a licença de condução de velocípedes emitida pela Câmara Municipal de Soure.

Documento que se lhe viria a revelar essencial.

Único suporte da sua legalização naquele país e com base no qual obteve a Autorização de Residência em França.

Tudo me foi contado sem ressentimentos e, até, com alguma bonomia.

As angústias, os medos, a solidão, as dificuldades, as lágrimas, tudo isso tinha ficado perdido na remota memória da juventude.

Vivemos, hoje, um tempo diferente.

Somos cidadãos documentados e já não emigramos “a salto”.

Mas, continuamos a emigrar.

Dizem os organismos oficiais que ao ritmo “estabilizado” de 70 mil portugueses em cada ano.

Não serão as sangrias do século XX – emigração em massa e Guerra Colonial –, mas, um país que vê nascer 85 mil bebés por ano (2024) e que vê partir, todos os anos, 70 mil portugueses, parece estar com as preocupações erradas.

E, também, com a atitude errada.

Nestes tempos em que as referências vão desaparecendo, a Igreja Católica, pela voz dos seus mais relevantes dignitários, tem sido um farol na afirmação da dignidade da pessoa humana e da fraternidade.

Também por isso, devemos atentar nas palavras do Núncio Apostólico em Portugal: “Acho que um cristão não tem direito a ser xenófobo, a dizer mal.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›