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Qatar espera acordo sobre Ormuz para retomar negociações com os EUA

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Qatar espera acordo sobre Ormuz para retomar negociações com os EUA

"N o que diz respeito às negociações em Omã, não tenho nada de novo a acrescentar por enquanto, a não ser que continuamos à espera de um acordo entre as duas partes, o que, naturalmente, conduzirá ao reinício das negociações e ao restabelecimento do cessar-fogo e à prevenção de uma escalada na região", afirmou o porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros qatari, Majed al Ansari, numa conferência de imprensa em Doha.

O representante indicou que a atenção do Qatar, na qualidade de país mediador no conflito Teerão-Washington, centra-se em "retomar o memorando de entendimento" assinado entre os EUA e o Irão em junho passado, mas posteriormente rompido, e em "retomar as negociações entre ambas as partes".

O Irão fechou o estreito de Ormuz desde meados de julho, na sequência de novos bombardeamentos norte-americanos contra o sul do território iraniano, aos quais a República Islâmica respondeu também atacando alvos norte-americanos em países do Médio Oriente.

Numa lista de condições, apresentada no início de agosto, o Irão exigiu aos Estados Unidos que pusessem fim à guerra, levantassem o bloqueio sobre os portos e navios iranianos e permitissem a venda do petróleo iraniano nos mercados internacionais, em troca da reabertura do estreito.

Teerão, que continua a negociar com Omã --- país na costa sul do estreito de Ormuz ---, insiste em manter o controlo do estreito e adiantou mesmo que as coordenadas geográficas do traçado previsto pelos dois países "foram aprovadas".

"O acordo relativo ao estreito de Ormuz permitir-nos-ia retomar com muito mais facilidade as negociações entre os Estados Unidos e o Irão", acrescentou hoje o porta-voz da diplomacia do Qatar.

Horas antes, o presidente do parlamento e negociador-chefe iraniano, Mohammad Bagher Ghalibaf, afirmou que a rota marítima permaneceria encerrada enquanto Washington não cumprisse os compromissos previstos no protocolo de acordo, incluindo o levantamento do bloqueio imposto pelos Estados Unidos aos portos iranianos.

Na segunda-feira, a diplomacia iraniana tinha indicado que as negociações com Mascate "prosseguem de forma séria".

Teerão indicou que tencionava cobrar taxas de navegação pelos serviços prestados aos navios que transitam em Ormuz, rota estratégica para o comércio internacional, nomeadamente de produtos petrolíferos, o que é firmemente rejeitado pelos Estados Unidos e por alguns países da região.

O Irão tem atacado navios que tentam atravessar o estreito sem solicitar autorização.

O Presidente norte-americano, Donald Trump, por seu lado, ameaçou na segunda-feira bombardear Omã, caso o país impedisse um acordo entre Washington e Teerão sobre Ormuz, embora Mascate seja aliada do país.

Teerão e Washington tentam desde junho pôr termo à guerra desencadeada pela ofensiva militar que os Estados Unidos e Israel lançaram contra o Irão em 28 de fevereiro.

O Irão respondeu com o bloqueio do estreito e com ataques a bases e outros interesses norte-americanos na região, o que alastrou a guerra a grande parte do Médio Oriente.

Teerão exige também o fim das hostilidades de Israel contra o Líbano, onde o exército israelita combate o grupo libanês extremista Hezbollah, aliado do Irã

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