Missão da NASA para impedir que um observatório espacial caia na Terra falhou. Eis o que acontece agora
Um satélite chamado LINK, lançado recentemente para elevar a órbita de um observatório espacial em queda, já não conseguirá cumprir a ousada missão de salvamento.
O Observatório Neil Gehrels Swift, da NASA, com várias décadas de atividade, está a perder altitude de forma constante e corre o risco de reentrar na atmosfera terrestre. Concebido pela empresa Katalyst Space Technologies, com sede no Arizona, para salvar o observatório, o satélite LINK começou a enfrentar dificuldades no final de julho. Apenas algumas semanas depois de ter sido lançado, a 3 de julho, começou a girar descontroladamente.
A Katalyst conseguiu recuperar o controlo do satélite , mas a empresa reconheceu que o problema lhe custou tempo, atrasando em cerca de um mês o encontro entre o LINK e o Swift. Ainda assim, pelo menos inicialmente, esse adiamento não pareceu ser suficiente para pôr em causa a missão.
Agora, a NASA e a Katalyst anunciaram que a missão do LINK já não conseguirá capturar o Swift e elevá-lo para uma órbita superior “devido a problemas persistentes no controlo da orientação”, segundo comunicados divulgados.
A missão científica do Swift chegará ao fim, uma vez que o observatório deverá arder na atmosfera terrestre ainda este ano, segundo a NASA.
“A NASA deve estar disposta a agir rapidamente e a assumir riscos calculados quando o potencial retorno o justifica, e foi exatamente isso que fizemos com esta missão”, afirmou o administrador da NASA, Jared Isaacman, num comunicado.
“Este não é o resultado que procurávamos, mas não altera a razão pela qual esta missão valia a pena tentar. A equipa avançou a uma velocidade extraordinária para dar ao Swift uma oportunidade de realizar mais ciência, ao mesmo tempo que desenvolvia capacidades de que os Estados Unidos vão precisar para a manutenção de satélites no futuro.”
Mas a missão do LINK ainda não terminou e as lições retiradas desta experiência poderão ser fundamentais para futuras operações de manutenção em órbita.
A equipa da missão vai avançar com o plano de fazer o LINK aproximar-se do Swift - mas, desta vez, como demonstração e não como missão de salvamento.
“Vamos aprender tudo o que pudermos com a tentativa de aproximação do LINK e aplicar essas lições nas missões seguintes”, explicou Jared Isaacman.
Inicialmente, estava previsto que o LINK realizasse um levantamento do Swift para determinar os melhores pontos de engate no observatório, uma etapa que deverá fazer parte da aproximação prevista do satélite, embora ainda não seja claro quando terá lugar este teste.
O Swift não foi concebido para receber manutenção no espaço, o que significa que os conhecimentos obtidos com esta demonstração poderão ser utilizados em futuras missões.
“A Katalyst concebeu, desenvolveu e lançou uma nave espacial experimental para concretizar uma missão ambiciosa num calendário extremamente apertado”, afirmou Ghonhee Lee, CEO da Katalyst Space Technologies, num comunicado. “Aceitámos este desafio de elevado risco e elevado potencial de retorno e orgulhamo-nos dos marcos que alcançámos ao longo do percurso.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em cnnportugal.iol.pt — o conteúdo pertence a CNN Portugal.