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Andy Burnham descarta referendo para unificação da Irlanda

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Andy Burnham descarta referendo para unificação da Irlanda

O líder trabalhista fez estas declarações em Belfast, durante a sua primeira visita à província britânica da Irlanda do Norte desde que assumiu a liderança do Governo do Reino Unido, em julho passado.

"Estou aqui, como disse anteriormente, para ouvir, e adotarei uma abordagem colaborativa, mas há alguns assuntos que ficarão fora da agenda, e este é um deles", afirmou Andy Burnham aos meios de comunicação social antes de se reunir com os principais partidos da Irlanda do Norte.

O primeiro-ministro assegurou que o seu objetivo é "unir as pessoas" após as divisões criadas, segundo o próprio, pelo referendo do 'Brexit' (saída britânica da União Europeia) há uma década e pelo referendo sobre a independência da Escócia em 2014.

"O que constatamos é que as divisões que surgem dessas situações demoram muito tempo a sarar, e isso faz com que recuemos e não consigamos concentrar-nos no que temos mesmo à nossa frente, aqui e agora", declarou Burnham aos meios de comunicação social.

O líder trabalhista vincou que o principal objetivo da sua visita à região é abordar questões relacionadas com o aumento do custo de vida e o funcionamento dos serviços públicos com o Governo de poder partilhado da Irlanda do Norte.

O Governo de Belfast, liderado pelo partido nacionalista Sinn Féin e pelo Partido Democrático Unionista (DUP), pró-britânico, ainda não apresentou o orçamento geral, cinco meses após o início do ano fiscal.

A ministra-chefe e vice-presidente do Sinn Féin, Michelle O'Neill, referiu, antes do seu encontro com Burnham, que a região não recebe fundos suficientes do Governo central.

"Se Andy Burnham quiser fazer a diferença, pode fazê-lo alterando o sistema de financiamento, porque o que temos atualmente não é suficiente", afirmou.

O'Neill não fez hoje qualquer referência à questão da unificação, apesar de o Sinn Féin ter solicitado a Londres que inicie os preparativos para realizar consultas tanto na Irlanda do Norte como na República da Irlanda, tal como previsto no acordo de paz de 1998, o texto que pôs fim ao conflito sectário no território.

A Irlanda do Norte foi assolada por um conflito que gerou grande violência e milhares de mortes entre os anos 1960 e 1990, incluindo vários atentados terroristas, que opôs a população protestante (maioria), favorável a manter a ligação à Grã-Bretanha, à população católica, que defendia a independência da Irlanda do Norte ou a sua integração na República da Irlanda, a sul, país predominantemente católico.

O conflito, que ficou conhecido como os "Troubles", terminou com a assinatura do Acordo de Sexta-Feira Santa em 1998, e o Exército Republicano Irlandês (IRA), o principal grupo armado republicano, depôs as armas em 2005.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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