Martifer ganha obra para ampliação do Aeroporto Humberto Delgado
A Martifer ganhou uma empreitada para a ampliação do Aeroporto Humberto Delgado, em Lisboa , que inclui trabalhos de estrutura metálica, cobertura e fachadas.
Segundo o relatório e contas do primeiro semestre deste ano , publicado esta quarta-feira pela Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), a empreitada foi adjudicada à Martifer Metallic Constructions, “abrangendo o Apron Sul, o Pier Sul e o Pier Central”, ou seja, a zona sul de estacionamento e assistência às aeronaves e as áreas Sul e Central de embarque do terminal.
O projeto contempla cerca de 17.700 m² de fachadas, 3.924 toneladas de estrutura metálica e 45.000 m² de revestimento e será desenvolvido em consórcio com a Blocotelha, responsável pela estrutura e cobertura, e com a Facal, na área das fachadas.
“A intervenção integra uma operação estratégica de modernização do maior aeroporto português, promovida pela ANA — Aeroportos de Portugal, com o objetivo de aumentar a capacidade operacional , melhorar a experiência dos passageiros e reforçar a sustentabilidade das infraestruturas, através da redução do consumo de energia e água”, refere a Martifer.
O grupo não indica, no relatório, o valor da empreitada nem o prazo previsto para a execução dos trabalhos.
A adjudicação em Lisboa junta-se a outros projetos aeroportuários realizados pela Martifer no estrangeiro, nomeadamente em Marselha, Genebra e Dublin.
Em setembro de 2021, a participada francesa da Martifer ganhou, em consórcio com duas empresas do grupo Vinci, um contrato para a ampliação do Aeroporto de Marselha Provence.
Os trabalhos atribuídos à Martifer tinham um valor estimado de 35 milhões de euros, num contrato global de 125 milhões , e incluíam estrutura metálica, fachadas em vidro, claraboias e revestimentos em chapa de alumínio.
Já em 2017, anunciou a adjudicação de uma obra de 45 milhões de euros no Aeroporto Internacional de Genebra, na Suíça, para o fornecimento e montagem da estrutura metálica da Ala Este, com um prazo previsto de execução de 24 meses.
Uma década antes, em 2007, a empresa integrou um consórcio luso-irlandês para a construção do novo Terminal 2 do Aeroporto de Dublin, cabendo à Martifer trabalhos no valor de 43,2 milhões de euros.
O contrato global do consórcio, que incluía também a Mota-Engil e a irlandesa Coffey, ascendia a 52,7 milhões de euros.
No final de junho deste ano, a carteira de encomendas dos segmentos de construção metálica e indústria naval da Martifer ascendia a 579 milhões de euros.
No primeiro semestre de 2026, a Martifer registou prejuízos de 7,9 milhões de euros, contra lucros de 7,8 milhões no período homólogo, penalizada pelo registo de 11 milhões de euros em provisões para encargos ligados aos projetos Arena de Glasgow e Arena da Amazónia.
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