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PM e líder da ADI pede maioria e consenso partidário no que é essencial para o país

RTP Notícias - Mundo ·
PM e líder da ADI pede maioria e consenso partidário no que é essencial para o país

O primeiro-ministro e presidente da Ação Democrática Independente (ADI) afirmou, em entrevista à Lusa, que deseja uma maioria absoluta nas legislativas de domingo, mas acredita num consenso partidário sobre o que é essencial para São Tomé e Príncipe.

"O meu pensamento está na maioria absoluta. Apesar das pequenas picardias dentro da ADI, eu acho que a população e os militantes perceberão que é importante no dia 27 ir às urnas e votarem", defendeu Américo Ramos.

O apelo aos militantes da ADI para não irem votar, feito pelo ex-primeiro-ministro e ex-presidente da ADI Patrice Trovoada, afastado de ambos os cargos, merece-lhe críticas: "Esse apelo tem sido (...) no sentido de defender um ego, um ego pessoal do ex-líder, que durante 20 anos liderou o partido. Acho que devia ter uma outra postura. (...) O apelo devia ser o contrário. (...). Acho que é alguém que não tem um sentimento patriótico, alguém que realmente acha que o país não deve avançar sem a sua presença", acusou.

Questionado sobre se admite avançar para uma coligação pós-eleitoral caso vença mas sem conquistar uma maioria absoluta, Ramos garante que tem sido claro sobre as pontes que são necessárias fazer em São Tomé e Príncipe: "O espaço para diálogo está aberto. Aliás, o nosso slogan é `Unidos, fazemos o país avançar`. Quer dizer que a ADI liderada por Américo Ramos acha que tem de haver uma plataforma de entendimento a nível nacional e um consenso com todas as forças políticas no que é mais importante para o país".

E o que é essencial para São Tomé e Príncipe, defende, é trabalhar para a imagem do país lá fora, também: "A credibilidade internacional é essencial e o cumprimento dos compromissos assumidos junto aos parceiros é a base de tudo isso. A imagem do país, a questão da democracia é essencial (...) para que o parceiro se sinta engajado e envolvido, para ajudar na mobilização de recursos", sustentou.

Nesta área, salientou, "Portugal é um dos parceiros cruciais (...) para São Tomé e Príncipe" desde a formação profissional até ao investimento, mas "há espaço para se evoluir para coisas mais importantes", com a certeza de que "Portugal está sempre disponível".

"Mas é necessário nós irmos muito mais longe. É preciso (...) procurar outros parceiros em vários cantos do mundo, porque o país precisa", argumentou o governante. Isto porque "a economia tem de crescer, (...) tem de gerar emprego", defendeu.

O Banco Mundial aponta que apenas cerca de 21% da população com mais de 15 anos se encontra ativamente empregada, com a escassez de oportunidades a potenciar a emigração de jovens, sobretudo para Portugal.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.rtp.pt — o conteúdo pertence a RTP Notícias - Mundo.

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