Colômbia anuncia início da reconstrução de áreas afetada após sismo
"H oje começa a reconstrução da pátria a partir de Quibdó", afirmou o mandatário durante a sua terceira visita àquela cidade, capital do departamento do Chocó, um dos mais afetados pelo sismo, onde apresentou as primeiras medidas para a nova fase de resposta à situação de emergência, duas semanas após o terremoto de magnitude 7,4.
As famílias cujas casas tenham danos menores irão receber materiais para a reparação, enquanto aquelas cujas casas não possam ser recuperadas irão receber uma nova.
A partir de 26 de agosto, as famílias cujo lar tenha ficado destruído ou inabitável começarão a receber uma ajuda de 875.452 pesos (cerca de 245 euros) mensais durante três meses, totalizando 2,6 milhões (cerca de 726 euros) por lar.
O último balanço da Unidade Nacional para a Gestão do Risco de Desastres (UNGRD), atualizado hoje, indica que o terramoto causou danos em 16 departamentos e 494 municípios, com 159.924 famílias e 324.157 pessoas afetadas.
No Chocó, onde se situou o epicentro, há 12 mortos, três desaparecidos, 3.521 casas destruídas e 19.412 danificadas.
"Não vamos simplesmente substituir o que se perdeu. Vamos reconstruir melhor o que havia, com mais segurança, infraestruturas mais resistentes e mais oportunidades de trabalho", afirmou De la Espriella.
O Governo calcula que a reconstrução terá um custo próximo de 30 biliões de pesos (cerca de 8,4 mil milhões de euros), e será coordenada pelo denominado Fundo Milagre, cuja gestão está nas mãos do empresário Jaime Uribe.
O Fundo Milagre tomará como referência o Fundo para a Reconstrução e Desenvolvimento Social do Eixo Cafeeiro (Forec), criado após o terremoto de 1999 na cidade de Armenia, capital do departamento de Quindío, que deixou 1.185 mortos, e que é amplamente considerado como um exemplo positivo de reconstrução.
O fundo coordenará os recursos públicos e privados e das empresas de construção, fornecedores, engenheiros, arquitetos, autoridades locais e comunidades que participarem na recuperação.
De la Espriella assegurou que a reconstrução deverá avançar rapidamente, mas sob critérios de transparência e controlo, e avisou que não permitirá que a emergência seja utilizada para fins de clientelismo.
"A magnitude dos danos é enorme e reconstruir tudo exigirá tempo, recursos e amor por esta pátria", reconheceu o mandatário, que garantiu que liderará pessoalmente o processo e supervisionará o progresso das obras.
De la Espriella destacou especialmente a situação do Chocó, departamento que, segundo disse, sofreu durante décadas um "abandono histórico", e assegurou que não permitirá que a reconstrução se torne mais uma promessa não cumprida.
O Presidente da Colômbia disse também que há até agora 329 vítimas mortais confirmadas do terramoto de magnitude 7,4 que abalou o centro e oeste do país, além de 4.592 pessoas feridas e outras 234 desaparecidas.
Em relação às habitações, indicou que 31.519 foram destruídas e que se registaram danos em outras 178.236, bem como em 3.726 escolas, 4.140 centros comunitários e 378 centros de saúde.
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