Ataque dos Estados Unidos a navio no Pacífico oriental faz 2 mortos
C om o novo ataque, ascendem a 67 os realizados na campanha de quase um ano contra supostas embarcações de narcotráfico na América Latina e no Pacífico oriental, que fizeram um total de 223 mortos.
O Comando Sul dos Estados Unidos afirmou nas redes sociais que a campanha resultou na destruição de 64 lanchas rápidas, três navios de "baixo perfil" e uma embarcação semi-submersível.
Na mais recente operação, adiantou, as forças "executaram um ataque cinético letal a uma embarcação de baixo perfil que operava ao longo de rotas estabelecidas de narcotráfico no Pacífico oriental".
Os militares disseram que o ataque ocorreu no domingo e foi o primeiro desde os poderosos terramotos consecutivos de junho na Venezuela, que mataram milhares de pessoas.
Como na maior parte das declarações, o Comando Sul não facultou provas de que o navio transportava drogas.
"Estamos comprometidos em impor uma pressão sistemática total aos narco terroristas, perturbando as suas operações, desmantelando a sua liderança e eliminando o terrorismo dos cartéis na região", afirmou o general Francis Donovan, que lidera o Comando Sul.
O último ataque ocorre num momento em que a administração Trump procura acordos com nações aliadas para estender a sua ofensiva em terra a vários países da América Latina.
O secretário de Defesa norte-americano, Pete Hegseth, afirmou, numa visita ao Panamá este mês, que a Colômbia, Guatemala e Honduras tinham concordado em permitir que Washington realizasse operações militares conjuntas contra grupos criminosos nos seus territórios.
A Guatemala negou ter chegado a tal acordo. O Equador lançou missões semelhantes com forças norte-americanas em março.
A campanha norte-americana de bombardeamento de barcos começou no início de setembro de 2025 e deixou inúmeros sobreviventes, mas a maioria nunca foi recuperada.
O Comando Sul disse hoje que foram feitas mais de 20 operações de busca e resgate, no total, quase todas sem sucesso.
De acordo com dados compilados a partir das publicações nas redes sociais do comando, os ataques deixaram 28 sobreviventes, e apenas três pessoas foram realmente resgatadas. Uma pessoa resgatada após um ataque em março foi transferida para a Guarda Costeira da Costa Rica, e duas pessoas feridas também foram resgatadas e repatriadas para os seus países de origem, Equador e Colômbia.
O primeiro ataque, em setembro de 2025, deixou dois sobreviventes que foram mortos num segundo ataque de acompanhamento, o que gerou preocupação por parte de legisladores e peritos em direito militar.
A Casa Branca insistiu que o ataque foi feito "em legítima defesa" para garantir que o barco fosse destruído e conforme as leis de conflito armado.
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