Greve dos técnicos do INEM desconvocada após acordo com Governo e sindicato
A greve do Instituto Nacional de Emergência Médica (INEM) agendada para os dias 14 e 28 de setembro foi desconvocada, com o Sindicato dos Técnicos de Emergência Pré-Hospitalar (STEPH), o Ministério da Saúde e o INEM a chegarem a um acordo sobre as reivindicações dos profissionais de socorro .
A informação foi confirmada pelo presidente do STEPH, Rui Lázaro, segundo o qual houve “cedências de parte a parte” nas discussões sobre a reorganização dos meios de socorro do INEM.
“Vamos proceder com as formalidades [informar as entidades do Governo e os associados], mas sim, está desconvocada a greve”, afirmou o dirigente sindical numa conferência de imprensa após a reunião esta sexta-feira, 11 de setembro.
“É um dia que ficará marcado na história da emergência médica.
Os mesmos profissionais que há poucos meses viam colocados em causa os seus princípios éticos e deontológicos desencadearam um protesto para preservar a resposta que o INEM dá aos cidadãos.
Felizmente, foi possível estabelecer um acordo com o Governo e com o INEM, que permite não só manter a atual resposta de emergência médica do INEM, mas assumir ainda compromissos do seu reforço”, explicou.
Entre os pontos que o STEPH conseguiu ver atendidos nas negociações é o alargamento da rede própria das ambulâncias “permitindo garantir um resposta ainda mais robusta”, segundo Rui Lázaro.
Ficou acordado, também, a criação de um projeto-piloto “que permite abrir 15 ambulâncias SIV [Suporte Imediato de Vida] a viatura ligeira”.
Desse número, cinco são viaturas novas.
Para o dirigente, o acordo nesta questão avançou assim que a ministra da Saúde “percebeu o risco que podia vir a ser diminuir a capacidade de transportar doentes”.
“Aceitaram a nossa sugestão de compensar esta perda”.
“Estamos tranquilos que a resposta não vai ser diminuída com as medidas que estavam anunciadas”, sublinhou.
Na quinta-feira, Rui Lázaro afirmou que o “maior entrave” ao acordo agora feito era “a teimosia do presidente do INEM, materializada na proposta que nos enviou e que fica, não só aquém das nossas reivindicações, mas também aquém das próprias pontes que tinham sido estabelecidas na primeira reunião”.
Na base desta greve estavam, entre outras, as reivindicações para que o instituto desistisse de transformar as ambulâncias de suporte imediato de vida em veículos ligeiros, alegando que isso retira capacidade de transporte de doentes, e que alargasse a rede de ambulâncias de emergência até final do próximo ano.
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