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Novo plano reforça proteção do lince-ibérico e prepara expansão da espécie em Portugal

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Novo plano reforça proteção do lince-ibérico e prepara expansão da espécie em Portugal

O Governo aprovou o novo Plano de Ação para a Conservação do Lince-Ibérico em Portugal (PACLIP 2026-2030), que reforça as medidas de proteção da espécie, de recuperação dos habitats e de expansão da população em território nacional, foi hoje anunciado.

O despacho que aprova o novo plano foi publicado hoje, quarta-feira, em Diário da República, numa altura em que decorre em Erevan, na Arménia, a 17.ª Conferência das Partes da Convenção das Nações Unidas sobre Diversidade Biológica (COP17).

Portugal conta já com 394 linces-ibéricos, depois de a espécie ter desaparecido do estado selvagem no país, refere o comunicado do Ministério do Ambiente e Energia.

O novo plano pretende consolidar “um dos mais importantes casos de sucesso da conservação da natureza em Portugal”, adianta o executivo, que sublinha que a publicação coincide com a participação portuguesa na COP17, onde Portugal defende mais investimento e resultados concretos na recuperação da biodiversidade.

Em 2024, a União Internacional para a Conservação da Natureza (UICN) alterou a classificação da espécie de “Em Perigo” para “Vulnerável”, reconhecendo os progressos alcançados.

“A recuperação do lince-ibérico é um dos melhores exemplos de que é possível inverter a perda de biodiversidade.

Uma espécie que desapareceu do nosso território está hoje a recuperar graças ao conhecimento científico, à cooperação e à continuidade do investimento.

Queremos consolidar este sucesso e demonstrar que o mesmo caminho pode ser seguido na recuperação de outros ecossistemas e espécies ameaçadas”, afirma a ministra do Ambiente e Energia, Maria da Graça Carvalho, citada no comunicado.

O PACLIP 2026-2030 estabelece uma nova fase na conservação, centrada na consolidação das populações existentes, na melhoria e expansão dos habitats favoráveis e na criação de condições para que a espécie continue a recuperar.

Entre as principais medidas previstas destacam-se o reforço da monitorização, a redução dos fatores de mortalidade, nomeadamente os atropelamentos, a recuperação das populações de coelho-bravo, principal presa do lince-ibérico, e a melhoria da conectividade ecológica entre territórios, permitindo a circulação e a expansão natural da espécie.

O plano abrange todo o território continental, com particular incidência nas áreas de ocorrência da população nacional, designadamente no Baixo Alentejo e no Algarve, e nas regiões com potencial para a expansão da espécie, incluindo áreas de ocorrência histórica como a serra da Malcata.

A sua execução será coordenada pelo Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas (ICNF), em articulação com entidades científicas, organizações ambientais, proprietários rurais e representantes dos setores agrícola e cinegético.

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