Albânia. Protestos estudantis pedem demissão do primeiro-ministro Edi Rama
O primeiro-ministro da Albânia, Edi Rama, garantiu que não vai apresentar a demissão devido às manifestações lideradas por estudantes, que já se prolongam pelo terceiro dia consecutivo e têm provocado confrontos violentos entre manifestantes e polícia em Tirana.
A polícia recorreu a gás e a canhões de água para dispersar os manifestantes, que percorreram várias ruas da capital, enquanto os protestos se estendiam a outras cidades do país.
Segundo o The Guardian , os manifestantes exigem a demissão de Rama e mais apoio aos estudantes, apontando as condições precárias nas universidades e o valor elevado das propinas.
Numa resposta à agência Reuters, o chefe do Governo rejeitou as exigências.
“Quanto aos pedidos da minha demissão, os governos mudam através de eleições democráticas.
Tivemos eleições no ano passado, não uma revolução”, afirmou.
Rama sublinhou que a sua responsabilidade passa por ouvir e responder às preocupações legítimas da população, mantendo o país no rumo certo.
“O contrário seria uma traição aos albaneses, que me deram um mandato forte para concluir as negociações de adesão à União Europeia”, acrescentou.
O primeiro-ministro admitiu discutir a questão do aumento dos custos da educação, mas traçou uma linha clara quanto aos métodos de protesto.
“Atacar instituições, destruir propriedade pública e ameaçar a segurança pública não tem nada que ver com as reivindicações legítimas dos estudantes”, afirmou.
Após horas de confrontos entre polícia e manifestantes, as autoridades informaram que 51 agentes ficaram feridos e que 65 pessoas foram detidas, suspeitas de atacarem agentes policiais e de danificarem propriedade pública e privada.
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