Leitão Amaro diz ter como compromisso lutar para fortalecer a Lusa
A ntónio Leitão Amaro falava na sede da Lusa, em Benfica, Lisboa, na inauguração formal do Núcleo Museológico, onde descerrou a placa, antes de se reunir com os representantes dos trabalhadores da agência de notícias, depois destes lhe terem oferecido um livro da história da empresa e documentação sobre a sua posição.
O ministro garantiu que tem "como prioridade e compromisso" ajudar a Lusa, que está a comemorar 40 anos.
"Espero poder observar e um dia vir aqui - não sei se de bengala ou não - ver a segunda parte do museu, mas enquanto nestas funções estiver - não há de ser seguramente 40 anos -, lutarei por fortalecer esta organização, fazê-la uma organização de pessoas que usam, se possível, a mais avançada tecnologia: usam, não são usados e não são substituídos por essa tecnologia", afirmou o ministro na sua intervenção, antes da visita guiada ao Núcleo Museológico e ao Hub dos Media.
Ou seja, que "usem a mais avançada tecnologia, conseguem aceder a esses meios para servir um país plural, onde diferentes opiniões são apresentadas, nunca subjugado a nenhum poder, nem político, nem económico, nem mediático, nem desportivo, nem religioso, nenhum poder" reforçou o governante.
Leitão Amaro parabenizou a Lusa pelo museu e recordou que quando esteve este verão na casa onde cresceu, no Caramulo, procurou nos arquivos da escola primária de um trabalho que na altura fez sobre agências de notícias, mas não encontrou.
"Acho que não tinha dignidade para estar no museu, mas é uma coincidência fascinante, imaginaria eu 40 anos depois - ou praticamente - (...), que estaria aqui neste papel a celebrar a história da grande agência de notícias portuguesa", comentou.
Portanto, "para mim é muito marcante e relevante poder partilhar este momento tão importante para o país, para a sua democracia, para a nossa capacidade de debate público e opinião crítica e livre e independente", reforçou.
O ministro destacou o papel do Hub dos Media, que, dando parceria, "dá condições ao resto das empresas, organizações, serviços de comunicação social portugueses muito em particular, da comunicação social, jornal e local", "um espaço, uma casa, um parceiro".
Salientando que a Lusa nasceu para "ser parte do meio", considerou esta "abertura e esta parceria com a comunicação social toda" - jornais, televisões, rádios, serviços de multimédia, nacionais ou locais, internacionais, ou de outros países, muito em particular da lusofonia ", como "muito importante".
Apontou ainda como nota simbólica a antiga tecnologia patente no Núcleo Museológico da Lusa, onde estão as máquinas.
As máquinas e a tecnologia "não fazem o processo de comunicação social livre, independente, crítica e plural, nem a inteligência artificial o vai fazer", disse Leitão Amaro, salientando que a tecnologia não substitui o jornalismo.
"Acho que nós não queremos e não devemos imaginar um futuro que daqui a 40 anos chegue ali à frente e diga: Foram-se embora as pessoas e ficou o algoritmo. Temos que conseguir em conjunto aproveitar melhor a tecnologia", incluindo a inteligência artificial.
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