Vendas de moda e malas fazem cair receitas da LVMH até setembro
A divisão de moda e artigos de pele, a mais robusta do grupo LVMH, registou 26,4 mil milhões de euros de vendas nos primeiros nove meses do ano, um valor que representa uma queda de 4% face ao mesmo período em 2025 e a maior perda entre as várias divisões do grupo francês.
A queda é de 1,2 mil milhões de euros em relação ao mesmo período em 2025.
No que levamos de ano, o grupo liderado por Bernard Arnault teve receitas de 57,1 mil milhões de euros, menos 2% do que no mesmo período do ano passado.
Tinham sido 58 mil milhões há um ano.
A queda foi mais acentuada no terceiro trimestre, dizem os números do grupo, apresentados esta segunda-feira, em Paris, pela diretora financeira Cécile Cabanis.
E m termos orgânicos, as receitas da divisão diminuíram 5% face ao período homólogo.
A LVMH atribui o desempenho destes nove meses ao abrandamento da procura na China, apesar do dinamismo dos Estados Unidos e dos resultados positivos de algumas marcas e coleções.
A apresentação de resultados refere ainda um problema logístico pontual na Louis Vuitton durante o trimestre.
Além de moda e marroquinaria, outras duas divisões apresentaram quedas: Perfumes e cosmética recuou 2%, para 5,9 mil milhões de euros, numa situação de forte estabilidade.
Distribuição seletiva, que inclui as lojas Sephora, caiu 1%, para 12,5 mil milhões em termos reportados.
Segundo o grupo, a cadeia de lojas consolidou a sua liderança global, guiada por um portefólio de marcas sólidas e lançamentos exclusivos, como a Rhode e várias marcas C-Beaty.
Em sentido inverso, relógios e joalharia, assim como vinhos e bebidas espirituosas, destacaram-se com um crescimento reportado de 4% e 3%, respetivamente.
Em termos orgânicos, o crescimento é de 6%, diz o grupo.
Resultados dos primeiros nove meses de 2026 A análise por regiões também mostra diferenças: Caíram na Ásia, excluindo o Japão.
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