CEO da Volkswagen faz apelo à UE: “Competitividade é responsabilidade partilhada”
O CEO da Volkswagen espera que a União Europeia (UE) crie a base necessária para fazer com que a reestruturação da fabricante automóvel alemã, que prevê o corte de 50 mil empregos , seja bem-sucedida .
Na véspera do arranque do Salão Automóvel de Paris, que decorre a partir desta segunda-feira, Oliver Blume apelou ao apoio de Bruxelas.
“A competitividade é uma responsabilidade partilhada: a s empresas têm de fazer a sua parte e os legisladores devem criar as condições adequadas relacionadas com o Made in Europe , a regulação das emissões e o comércio com a China “, disse o gestor alemão, ao lado do ministro da Indústria francês, Sébastien Martin, numa conferência de imprensa na qual participou a agência Reuters .
VW aprovou plano de reestruturação.
O que o separa de 1993? premium Ler Mais O líder da Volkswagen mostrou-se preocupado com o mercado automóvel do Velho Continente, que enfrenta uma queda de vendas no mercado doméstico, uma guerra de preços dos veículos elétricos e a forte concorrência das fabricantes chinesas .
Então, apelou à cooperação política da UE para estabelecer o quadro regulamentar adequado para enfrentar estes ventos adversos.
“A Europa tem tudo o que precisa para se manter economicamente bem-sucedida no futuro: força industrial, conhecimento tecnológico, grande capacidade de inovação e muitas pessoas motivadas e altamente qualificadas.
O importante é a forma como aproveitamos estes pontos fortes” , disse Oliver Blume, numa apresentação intitulada For Europe (“Para a Europa”).
Apesar da análise à Europa, Oliver Blume não ignorou a situação interna da multinacional com sede em Wolfsburg e garantiu que a Volkswagen está a trabalhar para reduzir a complexidade no grupo, cujas marcas variam entre a VW até à Porsche ou Lamborghini, através do “maior programa de transformação da nossa história”.
Fábricas em Espanha como exemplo europeu O grupo automóvel germânico considera que a transformação industrial e as capacidades de desenvolvimento conjunto das suas fábricas em Barcelona e Pamplona, em Espanha, são um exemplo de como gerar economias de escala e obter vantagem competitiva face às insígnias chinesas.
O objetivo é transferir o modelo industrial utilizado nas unidades espanholas de Martorell (Barcelona) e Pamplona — onde são produzidos o Volkswagen ID.
Polo, o Cupra Raval, o Volkswagen ID.
Cross e o Skoda Epiq — para o resto das plantas na Europa , segundo o jornal Expansión .
Em 2027, o modelo elétrico Volkswagen ID.
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