The new kids on the block
Fui ao Rock in Rio no primeiro dia de festival.
Não fui exatamente para fazer investigação sociológica, mas foi o que acabou por acontecer.
Entre concertos, filas, copos, telemóveis levantados no ar e uma quantidade impressionante de adolescentes, dei por mim a observar aqueles jovens.
Estavam ali, juntos, entusiasmados, a cantar Pedro Sampaio.
Sabiam as letras, esperaram horas, filmaram, comentaram absolutamente tudo! Uns dias depois, fui correr e, talvez influenciada pelo entusiasmo que tinha testemunhado, pus uma playlist de Pedro Sampaio no Spotify.
Não o conhecia particularmente bem, mas pensei que era altura de perceber o fenómeno.
A experiência quase me custou uma queda.
Quando comecei a prestar atenção às letras, tropecei — não sei se numa raiz, numa pedra ou simplesmente na minha própria perplexidade — e quase aterrei no chão.
Há letras que fariam corar a minha avó.
E não é uma metáfora.
Mas não foram só as letras que me ficaram na cabeça.
Foram aqueles milhares de adolescentes e a sua capacidade de transformar um artista (discutível) num ponto de encontro de uma geração.
E não foi só no Rock in Rio.
O verão português é, cada vez mais, um enorme laboratório de comportamento.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.