Protestos em França fazem regressar os “coletes amarelos”
Manifestantes voltaram este sábado a enfrentar a polícia em Paris e noutras cidades francesas, numa mobilização que reúne estudantes, sindicatos e trabalhadores.
O contexto no país é crescimento económico fraco, energia mais cara e pressão sobre as contas públicas.
As manifestações contra o aumento do custo de vida e a perda de poder de compra foram acompanhadas por confrontos entre manifestantes e forças policiais.
O movimento popular recuperou os símbolos dos “coletes amarelos”, que marcaram os protestos de 2018, e junta estudantes, sindicatos, agricultores e outros grupos descontentes com a situação económica e a qualidade dos serviços públicos.
Em Paris, a polícia utilizou gás lacrimogéneo para dispersar grupos de manifestantes na zona da Place de la République.
Também foram registados incidentes noutras cidades, incluindo Rennes, Lyon e Marselha .
As autoridades tinham antecipado centenas de ações de protesto em todo o país, num ambiente de elevada tensão após várias semanas de mobilizações estudantis contra as condições nas escolas.
O Presidente francês, Emmanuel Macron, apelou à calma e ao respeito pelas pessoas e pelos bens, enquanto o Governo reforçou as medidas de segurança.
A Reuters refere que, até ao meio-dia deste sábado, as autoridades tinham contabilizado 140 ações de protesto fora de Paris, com 32.800 participantes.
Os confrontos e os danos materiais registados em várias cidades levaram a um reforço policial.
Do lado dos sindicatos as exigência são aumentos salariais e das pensões, redução do custo de vida e proteção dos serviços públicos.
Os estudantes denunciam a falta de recursos nas escolas e a degradação das condições de ensino.
A convergência destas reivindicações aumenta a pressão sobre o Executivo, numa altura em que a discussão do Orçamento para 2027 obriga a conciliar o controlo das contas públicas com as exigências sociais.
O regresso dos coletes amarelos A imprensa francesa identifica os grupos que estão a e confrontar a polícia.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.