Douro diversifica oferta turística do vinho ao azeite, termas ou caminhadas
Das tradicionais lagaradas ao corte de uvas, caminhadas, miradouros, mas também apanha da azeitona, provas de vinho ou azeite e termas, o Douro diversifica cada vez mais as experiências para mostrar o Património Mundial aos turistas.
“ Tivemos uma bandeira muito grande, para mim igual ou superior à construção das barragens no rio, que foi a classificação do Douro como Património Mundial da UNESCO ”, afirmou à agência Lusa Ana Pinto, da empresa de animação turística Time Off.
A responsável apontou a construção das cinco barragens no rio Douro e a posterior classificação pela UNESCO, a 14 de dezembro de 2001, como “dois momentos muito significativos” para a história do turismo na Região Demarcada do Douro (RDD).
As barragens tornaram o rio navegável entre o Porto e Barca d’Alva e o Património Mundial impulsionou a projeção internacional e atraiu mais turistas.
“ Com esta bandeira fortíssima da UNESCO conseguimos ter imensa gente do estrangeiro a visitar-nos e a usufruir do Douro (…) O Douro é vinho, mas não é só vinho, as pessoas vêm ver a paisagem e ouvir as histórias ”, salientou.
A Time Off, com sede na Cumieira, Santa Marta de Penaguião, trabalha em parceria com várias quintas e guia os turistas em caminhadas, pelas vinhas ou junto ao rio, provas de vinho, almoços, em viagens de barco ou comboio.
O segmento das empresas de animação foi um dos que mais cresceu depois de 2001 na região que tem diversificado a oferta para, também, fixar os turistas mais tempo.
Ana Pinto disse que há oferta para “todos os gostos, bolsos, formatos e públicos”.
Pelo território, as câmaras apostam em miradouros, em trilhos e há novos restaurantes com comida típica, produtos colhidos localmente ou mais exclusivos.
Nesta altura, as vindimas culminam um ano de trabalho na vinha e muitas quintas e adegas proporcionam experiências que vão desde o corte das uvas, lagaradas ou provas de vinho.
A centenária Quinta das Quartas abriu as portas ao público este mês de setembro.
Localizada em Fontelas, Peso da Régua, é uma das três propriedades que a empresa Poças tem no Douro.
Dentro do armazém guardam-se 900 barricas e 2,5 milhões de litros de vinho do Porto e esta é uma história que se estende, agora, ao enoturismo, complementando a operação em Gaia, onde as caves de vinho recebem turistas há 10 anos.
“ Quem cá vier consegue ter uma experiência bastante completa, perceber o que é a vinha, a vinificação, temos ainda os lagares originais da quinta com mais de cem anos e temos este fabuloso armazém ”, afirmou Pedro Pintão, diretor executivo (CEO) da Poças.
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