PE aprova resolução pedindo reforço de combate ao tráfico de droga
Na resolução aprovada por 601 votos a favor, quatro contra e cinco abstenções, os eurodeputados defendem uma maior cooperação e partilha de informações, a par de uma melhoria da segurança portuária, em resposta à rápida evolução das redes criminosas.
O PE propõe que as forças de segurança devem receber mais financiamento e recursos para combater o problema, tanto a nível da UE como dos Estados-Membros.
Os agentes na linha da frente devem dispor das embarcações, do equipamento, da formação, do pessoal e da proteção jurídica necessários para desempenhar as suas missões em segurança, afirmam os eurodeputados, apoiando simultaneamente a classificação das funções das forças de segurança na linha da frente como profissões de alto risco na UE.
"As redes de narcotráfico não conhecem fronteiras e não podemos continuar a permitir que tenham mais meios, mais velocidade e maior capacidade de adaptação do que as autoridades que as combatem. Se o crime organizado atua em rede, a Europa também tem de atuar em rede", referiu à Lusa a eurodeputada Ana Pedro (CDS), uma das relatoras do texto e que propôs o debate em torno deste tema.
A resolução aborda a questão da segurança portuária e marítima, com reforço da vigilância, defende o apoio às forças de segurança, que devem ser classificadas como profissões de alto risco, e apela à asfixia financeira das redes de tráfico, como medidas contra a lavagem de dinheiro mais severas no sistema bancário europeu e a criação de ferramentas eficazes para identificar, congelar e confiscar os ativos financeiros das organizações criminosas.
O fortalecimento da cooperação internacional com regiões estratégicas, como a África Ocidental (rota de trânsito) e a China (para controlar a exportação de precursores químicos usados na produção de drogas sintéticas) e a importância do tratamento de toxicodependências são ainda referidos na resolução.
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