Infantino quer consulta às federações para reformar a FIFA
O presidente e recandidato à liderança da FIFA propôs esta segunda-feira uma consulta às 211 federações-membro para reformar a gestão do organismo regulador do futebol mundial, numa carta à qual as agências noticiosas AFP e EFE tiveram acesso.
“Proponho que o Conselho [da FIFA] estabeleça uma consulta direta, estruturada e com prazo determinado com as confederações, associações-membro e partes interessadas relevantes sobre como fortalecer ainda mais o processo decisório da FIFA”, escreveu o ítalo-suíço Gianni Infantino.
O dirigente expressou abertura ao diálogo, numa altura em que enfrenta crescente oposição, após ter promovido em julho, sem consulta prévia, um projeto para vender participações dos Mundiais a investidores privados através de uma nova empresa comercial, proposta na qual recuaria .
“Esta consulta visa convidar à apresentação de propostas específicas relativas ao envolvimento mais precoce dos órgãos institucionais e aos respetivos papéis do presidente, da Mesa, do Conselho e do Congresso, bem como a formas concretas de reforçar a transparência, a participação e a responsabilização nas principais iniciativas estratégicas”, acrescentou.
As propostas recebidas vão ser debatidas na próxima reunião do Conselho da FIFA, agendada para 15 de outubro, sendo que “todas as associações-membro têm voz igual” e quaisquer alterações estatutárias ou recomendações decorrentes serão submetidas ao Congresso para revisão e deliberação.
“O tratamento dado a qualquer federação não dependerá da sua posição sobre uma proposta ou questão institucional. Todas têm o direito de serem ouvidas. Concordar não é pré-requisito para o diálogo e a discordância nunca deve impedir o respeito mútuo “, reconheceu Infantino.
Determinado em “proteger a independência da FIFA, fortalecer as suas instituições e garantir que o progresso beneficia o futebol em todo o mundo”, o dirigente questionou ainda se o Conselho deseja encomendar uma avaliação externa e independente da atual estrutura de gestão do organismo para as principais iniciativas e recomendar possíveis melhorias.
“Continuaremos a explorar maneiras sustentáveis de aumentar os recursos da FIFA e expandir o apoio ao desenvolvimento e à solidariedade para todas as associações-membro. O que muda não é a ambição, mas a robustez do processo através do qual as principais iniciativas são desenvolvidas, analisadas e decididas. O progresso que fizemos na última década proporciona-nos uma base sólida para o futuro “, direcionou.
Apesar do recuo no projeto de comercialização dos Mundiais, as confederações da Europa (UEFA), da Ásia (AFC) e da América do Norte, Central e Caraíbas (CONCACAF) mantêm a pressão e exigem a saída de Gianni Infantino da FIFA , assim como diversas federações-membro.
“Instituições fortes não esperam que os seus sistemas falhem para então considerar como aprimorá-los.
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