Reino Unido alerta cidadãos sobre riscos nas viagens à Venezuela
O Reino Unido recomendou extrema precaução nas viagens à Venezuela, alertando os seus cidadãos para a instabilidade política e económica, a presença de grupos armados nas zonas fronteiriças e controlos de segurança reforçados.
Num comunicado divulgado na Internet, o Ministério dos Negócios Estrangeiros do Reino Unido, alerta ainda sobre os riscos de criminalidade violenta, falhas nas comunicações e serviços, e que a assistência consular pode ser severamente limitada. «Mantenha-se atento ao que o rodeia a todo o momento (…) embora a situação de segurança tenha melhorado nos últimos anos e muitas visitas ocorram sem incidentes, as condições políticas, económicas e operacionais continuam incertas e podem mudar rapidamente (…) Se optar por viajar à Venezuela, acompanhe de perto a evolução da situação através dos meios de comunicação locais e internacionais e mantenha-se atualizado com estes conselhos de viagem», explica.
O comunicado sublinha que os voos podem sofrer atrasos ou cancelamentos com pouca antecedência, e que «alguns cidadãos estrangeiros relataram interrogatórios exaustivos por parte das autoridades à chegada ou à partida».
Também que após o duplo sismo de 24 de junho, o estado de La Guaira foi declarado «zona de catástrofe e continua sujeito a rácios reforçados de segurança e controlos de acesso».
O documento assinala a forte presença policial no país, inclusive em Caracas, aconselhando os cidadãos a portarem sempre identificação, e documentação de viagem, até porque os agentes dificilmente falam inglês.
O alerta destaca ainda limitações severas nos serviços de saúde, água, eletricidade e combustível, sobretudo fora da capital, onde apagões prolongados podem afetar as condições de vida, cortar as redes móveis e a internet.
Quanto aos protestos, adverte que as concentrações «podem tornar-se violentas e ser dispersas com o uso de força, incluindo balas de borracha e gás lacrimogéneo», apelando aos viajantes que evitem manifestações ou comícios e não ultrapassem barricadas nem linhas de segurança.
O documento alerta sobre a frequência de roubos, assaltos e sequestros expressos ou relâmpago, que podem ser acompanhados de extrema violência, aconselhando a não reagir a agressões, evitar exibir objetos de valor e não utilizar transportes públicos.
Por outro lado, adverte que em zonas rurais, é também limitada a autoridade do Estado venezuelano e que «grupos armados ilegais e gangues criminosos operam ativamente» ao longo das fronteiras e nas zonas onde a mineração ilegal ou o narcotráfico são comuns. «O risco é particularmente significativo nos estados de Zúlia, Táchira e Apure.
Na área do Arco Mineiro do Orinoco e nos estados de Amazonas, Bolívar e Delta Amacuro, incluindo o Rio Orinoco».
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