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Principal negociador iraniano quer reforçar “nova ordem regional” no Iraque

ECO ·
Principal negociador iraniano quer reforçar “nova ordem regional” no Iraque

O principal negociador e presidente do parlamento iraniano sublinhou esta quarta-feira a importância de reforçar a “nova ordem regional” durante uma visita ao Iraque e denunciou a “ingerência estrangeira” na região.

A visita de três dias de Mohammad Bagher Ghalibaf ocorre num momento em que o Iraque está a sofrer pressões de Washington para desarmar fações armadas apoiadas por Teerão.

Irão mantém Ormuz fechado até EUA cumprir compromissos Ler Mais Ghalibaf afirmou que a visita de três dias tinha como objetivo “reforçar a nova ordem na região e acelerar o reforço da cooperação entre todos os países da região, sem ingerência estrangeira”.

“A resistência no Iraque é um dos pilares da força deste país”, salientou ainda, junto ao aeroporto de Bagdad, no local do ataque norte-americano que, em 2020, matou o general Qassem Soleimani, chefe das Forças Al-Quds, braço responsável pelas operações externas da Guarda Revolucionária iraniana, e o seu tenente iraquiano, Abu Mahdi al-Mouhandis.

Ghalibaf afirmou ainda que Washington procura agora uma “saída digna na região” , num momento marcado por um impasse na guerra e após o fim do prazo de 60 dias para um acordo entre Washington e Teerão.

O representante iraniano deve encontrar-se ainda esta quarta-feira com o primeiro-ministro iraquiano, Ali al-Zaidi, antes de uma reunião com a coligação no poder que reúne partidos xiitas mais ou menos próximos de Teerão.

Trump ameaça bombardear Omã caso “atrapalhe” acordo em Ormuz Ler Mais A onda de choque da guerra desencadeada no final de fevereiro por um ataque conjunto dos Estados Unidos e de Israel contra o Irão estendeu-se ao Iraque, onde fações armadas atacaram interesses norte-americanos, com Washington a responder com ataques.

Desde a invasão norte-americana de 2003, o Iraque tem sido um terreno de rivalidade entre Washington e Teerão.

Sob pressão dos Estados Unidos, Al-Zaidi deu aos grupos armados pró-iranianos até 30 de setembro para deporem as armas , um prazo que coincide com o fim da missão da coligação internacional liderada pelos Estados Unidos.

No entanto, alguns deles , sobretudo os grupos mais influentes e mais próximos da República Islâmica, recusam que este assunto seja discutido sob pressão norte-americana.

O Iraque e o Irão, dois países de maioria xiita que partilham cerca de 1.500 quilómetros de fronteira, mantêm relações políticas, religiosas e comerciais estreitas.

Na quinta-feira, Ghalibaf deslocar-se-á à cidade sagrada de Karbala para as cerimónias do quadragésimo dia da morte do ex-líder supremo o ‘ayatollah’ Ali Khamenei, morto nos primeiros ataques americano-israelitas contra o Irão, a 28 de fevereiro.

A visita termina na sexta-feira em Najaf, no sul do Iraque.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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