Chega fala em "circunstâncias estranhas" no incêndio que destruiu a sede do partido em Évora
A direção nacional do Chega quer o "esclarecimento rápido e rigoroso" das causas do incêndio que destruiu a sede do partido em Évora, na tarde desta quarta-feira (19 de agosto), considerando haver "circunstâncias particularmente estranhas" na ocorrência, que não provocou feridos.
E anunciou que se constituirá assistente no inquérito, apesar de sublinhar "que não existem, até agora, provas que permitam concluir que o incêndio teve origem criminosa" e que não "pretende antecipar conclusões que competem exclusivamente às autoridades".
O incêndio , que teve lugar num edifício de três andares na Rua Cândido dos Reis, na cidade alentejana, ocorreu cerca de duas horas e meia após uma primeira ocorrência, em que os bombeiros foram chamados a combater um princípio de incêndio no quadro elétrico , na zona das escadas, levando ao corte de energia.
Na altura, as chamas não terão atingido as instalações ocupadas pelo Chega, ao contrário do que aconteceu no segundo incêndio.
Segundo o que os bombeiros terão comunicado ao presidente da disitrital de Évora do Chega, a "zona onde foi identificada a maior concentração térmica situava-se junto a uma das janelas viradas diretamente para a rua".
No entanto, a origem e a causa do incêndio ainda estão a ser investigadas.
"A sequência dos acontecimentos - um primeiro incêndio no quadro elétrico geral, o corte posterior de eletricidade em todo o edifício e, cerca de duas horas e meia depois, um novo fogo no interior da sede - apresenta circunstâncias particularmente estranhas, que justificam um esclarecimento completo e rigoroso", defende a direção nacional do Chega, garantindo que "as instalações serão recuperadas e o trabalho continuará".
O incêndio que destruiu a sede distrital do Chega em Évora ocorreu poucas horas antes da rentrée política do partido.
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