Fogo queimou 2.000 hectares de terreno em Torre de Moncorvo
Em declarações à agência Lusa, José Meneses disse que dados ainda provisórios indicam que o fogo, que começou no sábado junto à localidade de Cabeça Boa, terá queimado mais de 2.000 hectares de terreno neste concelho do distrito de Bragança.
"Numa estimativa global e provisória, já que o incêndio se alastrou ao concelho vizinho de Carrazeda de Ansiães, a área ardida é superior aos 3.000 hectares. Destes, 2.000 abrangem o concelho de Torre de Moncorvo, com incidência nas localidades de Lousa e Cabeça Boa", afirmou o autarca social-democrata.
José Meneses adiantou ainda que há técnicos municipais no terreno para avaliar a área real ardida neste concelho, que estão munidos de um formulário que terá de ser preenchido pelos lesados.
"Estamos a fazer um levantamento dos prejuízos agrícolas e de aglomerados de sobreiros nas localidades de Lousa e Cabeça Boa, que são as mais afetadas no concelho de Torre de Moncorvo", frisou.
Os elementos recolhidos pelos técnicos serão, depois, enviados às entidades responsáveis no sentido de haver ajudas para os proprietários lesados.
O incêndio que deflagrou no sábado em Torre de Moncorvo e alastrou para Carrazeda de Ansiães, foi dado como dominado às 21:50 de quarta-feira.
Fonte da Proteção Civil referiu na quarta-feira à noite que havia ainda alguns pontos quentes, o que obriga a manter operacionais no terreno para os trabalhos de consolidação e rescaldo que vão decorrer "nos próximos dias".
De acordo com o sítio na Internet da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC), hoje, às 16:10 mantinham-se no terreno 352 operacionais, apoiados por 116 viaturas.
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