quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
Últimas

A voz que nos ensinou a ficar

Diário de Notícias ·
A voz que nos ensinou a ficar

Não conheci Jorge Palma pessoalmente.

Nunca tive com ele uma conversa, nunca lhe apertei a mão, nunca estive num camarim à espera de uma frase ou de uma história.

Mas acompanhei sempre a sua carreira.

Acompanhei-a como se acompanham os artistas que acabam por fazer parte da nossa educação sentimental: primeiro pela rádio, depois pelos discos, pelos concertos, pelas canções que surgem num momento certo e ficam para sempre associadas a uma pessoa, a uma viagem, a uma casa, a uma ausência ou a uma noite demasiado longa.

Há músicos que têm êxitos.

Jorge Palma teve uma obra.

E uma obra não se mede apenas pelo número de discos vendidos, pelas salas cheias ou pelos prémios recebidos.

Mede-se pelo lugar que passa a ocupar na vida dos outros.

As canções de Jorge Palma deixaram de ser apenas dele no dia em que começaram a ser cantadas por todos nós, muitas vezes sem sequer pensarmos de onde nos vinha aquela frase, aquele refrão, aquela vontade súbita de olhar para alguém e dizer: “Encosta-te a mim.” Era isso que tornava a sua música tão especial.

Não havia excesso de pose, nem palavras vazias à procura de aplauso.

Havia um piano, uma voz inconfundível, uma maneira muito própria de habitar a canção e uma honestidade que se sentia mesmo quando doía.

Jorge Palma falava de amor, mas não do amor perfeito das histórias fáceis.

Falava do amor que hesita, que falha, que se perde e que, ainda assim, procura uma nova oportunidade.

Talvez por isso tenha sido tão importante para tantas gerações.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Este assunto em outros veículos

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›