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Dívidas públicas da zona euro e da UE aumentam no segundo trimestre

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Dívidas públicas da zona euro e da UE aumentam no segundo trimestre

A dívida pública da zona euro aumentou, no segundo trimestre, para 88,8% do Produto Interno Bruto (PIB) e a da União Europeia (UE) para 82,9%, segundo dados hoje divulgados pelo serviço europeu de estatísticas, Eurostat.

Em Portugal, a dívida pública registou, entre abril e junho, o terceiro maior recuo homólogo entre os países da UE (-3,4 pontos percentuais – pp) e a segunda maior subida em cadeia (2,1 pp), para 92,5% do PIB, abaixo de 95,9% do trimestre homólogo mas acima da de 90,4% registada nos primeiros três meses do ano, sendo o sexto Estado-membro mais endividado entre os 27.

Na área do euro, o rácio da dívida pública situou-se nos 88,8% do PIB, acima do registado no trimestre homólogo (87,3%) e no anterior (88,4%).

No conjunto dos 27 Estados-membros, a dívida subiu para 82,9% do PIB face à de 81,4% registada entre abril e junho de 2025 e à de 82,5% do primeiro trimestre de 2026.

Entre os Estados-membros, a Grécia (140,8% do PIB), a Itália (139,9%) e a França (119,1%) apresentaram, no segundo trimestre, as mais importantes dívidas públicas.

Em comparação com o segundo trimestre de 2025, 18 Estados-Membros registaram um aumento do rácio da dívida em relação ao PIB no final do segundo trimestre de 2026 e nove Estados-Membros registaram uma diminuição.

Os maiores aumentos homólogos do rácio foram registados na Polónia (6,7 pp), na Lituânia (4,9 pp), na Bélgica (3,8 pp), em França (3,7 pp), no Luxemburgo (3,6 pp) e na Estónia (3,0 pp).

As maiores diminuições foram observadas na Grécia (-11,2 pp), em Chipre (-9,5 pp), na Eslovénia (-4,5 pp) e em Portugal (-3,4 pp).

Em comparação com o primeiro trimestre de 2026, 15 Estados-membros registaram um aumento do rácio da dívida em relação ao PIB no final do segundo trimestre de 2026, dez registaram uma diminuição e o rácio manteve-se estável nos Países Baixos e em Espanha.

Os maiores aumentos do rácio foram observados na Polónia (3,0 pp), em Portugal (2,1 pp), na Letónia (1,9 pp), na Lituânia (1,6 pp), em França (1,4 pp), em Itália e em Malta (ambas 1,3 pp) e na Estónia (1,1 pp). As maiores diminuições foram registadas em Chipre (-3,0 pp), Grécia (-2,7 pp), Hungria (-2,0 pp), Irlanda (-1,8 pp), Croácia (-1,6 pp) e Eslováquia (-1,0 pp).

No final do segundo trimestre, a dívida pública bruta era constituída por 84,5% de títulos de dívida na área do euro e 83,9% na UE, 13,1% de empréstimos na área do euro e 13,8% na UE, e 2,4% de moeda e depósitos quer na área do euro quer na UE.

As regras orçamentais da UE obrigam os Estados-membros a manter um limite de referência para o défice orçamental de 3% do Produto Interno Bruto (PIB) e de 60% do PIB para a dívida pública.

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