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Chega avança com moção de censura ao Governo

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Chega avança com moção de censura ao Governo

O líder do Chega, André Ventura, confirmou nesta tarde de quarta-feira (2 de setembro) que o grupo parlamentar do seu partido apresentou uma moção de censura ao Governo de Luís Montenegro, tal como disse que iria fazer, no final da semana passada, caso Luís Neves continuasse a ser ministro da Administração Interna.

A moção de censura, justificada pelo "lamaçal de indignidade" que apontou a Luís Neves e à necessidade de o primeiro-ministro explicar o motivo para manter o ministro da Administração Interna, foi entregue nesta quarta-feira, existindo a expectativa de que possa vir a ser discutida na próxima segunda-feira.

De qualquer forma, André Ventura indicou que irá falar com o presidente da Assembleia da República, José Pedro Aguiar-Branco, que se encontra numa visita oficial à Região Autónoma dos Açores, pois o agendamento da iniciativa terá de ser discutida em conferência de líderes, persistindo dúvidas de que possa ter lugar enquanto os trabalhos parlamentares estiverem reduzidos à Comissão Permanente.

Sobre os objetivos da moção de censura, cuja aprovação é impossível sem votos favoráveis dos partidos de esquerda, Ventura defendeu que "o mais importante é perceber porque é que o primeiro-ministro mantém em funções o ministro, porque penso que nenhum português precisa de mais esclarecimentos sobre porque é que Luís Neves não deve continuar no Governo".

Perante as indicações de que os socialistas não irão viabilizar a moção de censura, Ventura defendeu que, "se o PS não votar favoravelmente, ficará agarrada à ideia de que quer manter Luís Neves em funções", apesar de acreditar que José Luís Carneiro já deixou claro a Luís Montenegro que essa continuidade "prejudica a credibilidade e autoridade do Estado".

A moção de censura foi comunicada numa conferência de imprensa na sede nacional do Chega, onde Ventura anunciara na segunda-feira que tomaria uma "decisão final" no dia seguinte.

Acabou por adiar mais um dia, embora tenha garantido, em entrevista à CNN Portugal, tendência para avançar.

Também na terça-feira, o ministro da Administração Interna, que o Chega considera ter a legitimidade e credibilidade irremediavelmente postas em causa por investigações que incidem sobre decisões tomadas enquanto diretor nacional da Polícia Judiicária, garantiu que não se irá demitir.

E Luís Neves acrescentou , numa intervenção na cerimónia do 148.º aniversário do Comando Regional da Madeira da PSP, ter a "motivação adicional" de "contribuir para derrotar politicamente o populismo" e "impedir que o pior que esta democracia produziu destrua aquilo que várias gerações construíram".

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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