A adaptabilidade não se instala com tecnologia
É frequentemente atribuída a Charles Darwin a frase: “Não é a espécie mais forte que sobrevive, nem a mais inteligente, mas aquela que melhor se adapta à mudança.” Embora Darwin nunca a tenha escrito exatamente desta forma, a ideia traduz um dos princípios essenciais da seleção natural: não sobrevivem necessariamente os organismos mais fortes, mas aqueles cujas características melhor se ajustam ao ambiente em que vivem.
Quando o ambiente muda, a capacidade de adaptação torna-se determinante.
Esta ideia é particularmente relevante num mundo marcado pela volatilidade, incerteza, complexidade e ambiguidade, aquilo a que habitualmente chamamos um mundo VUCA.
As condições mudam rapidamente, as decisões têm de ser tomadas com informação incompleta e aquilo que hoje parece uma vantagem pode tornar-se irrelevante amanhã.
Neste contexto, a adaptabilidade deixou de ser apenas uma qualidade desejável.
Tornou-se uma competência essencial para profissionais e empresas.
Durante muito tempo, o percurso profissional parecia relativamente previsível: escolhíamos uma área de formação, adquiríamos um conjunto de competências e construíamos uma carreira com base nesse conhecimento.
Hoje, essa lógica é muito mais frágil.
Já não podemos assumir que a licenciatura que concluímos, a função que desempenhamos ou as ferramentas que dominamos continuarão a ser igualmente relevantes ao longo de toda a nossa vida profissional.
As profissões evoluem, surgem novas tecnologias, os modelos de negócio transformam-se e muitas competências tornam-se rapidamente desatualizadas.
A verdadeira vantagem não está, por isso, apenas no conhecimento que acumulamos.
Está na capacidade de continuar a aprender, desaprender e voltar a aprender.
Mais importante do que ter todas as respostas é saber como agir quando ainda não existe uma resposta clara.
Pessoalmente, gosto de procurar algum desconforto de forma intencional.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.