quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Exército israelita reclama eliminação de 3 paramilitares em Gaza› Fuzilamento de autor de massacre em base militar no Texas será transmitido em direto› EuroDreams sai a 2 apostadores lá fora. Para Portugal, vêm 3.º prémios› Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai› Site oferece criptomoedas para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro› 21h OE governo confirma a atualização dos escalões do IRS e a descida do IRC› Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo› Soldado israelita morre após capotamento de veículo no sul do Líbano› Trump considera "inimigo" quem não usar a expressão Superinteligência em vez de IA› ARTEX26. Exercício militar português testa inovações tecnológicas em ambiente realista› Exército israelita reclama eliminação de 3 paramilitares em Gaza› Fuzilamento de autor de massacre em base militar no Texas será transmitido em direto› EuroDreams sai a 2 apostadores lá fora. Para Portugal, vêm 3.º prémios› Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai› Site oferece criptomoedas para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro› 21h OE governo confirma a atualização dos escalões do IRS e a descida do IRC› Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo› Soldado israelita morre após capotamento de veículo no sul do Líbano› Trump considera "inimigo" quem não usar a expressão Superinteligência em vez de IA› ARTEX26. Exercício militar português testa inovações tecnológicas em ambiente realista
Últimas

A sala de estar que nunca dorme

Diário de Notícias ·

Há uma passagem célebre no livro 1984 , de George Orwell, em que Winston Smith vive sob o olhar incessante do telescreen – um aparelho que não se desliga, que escuta e observa, mesmo quando parece adormecido.

Orwell imaginou-o como o instrumento de um Estado totalitário.

Não previu que, décadas mais tarde, seríamos nós próprios a comprá-lo, a instalá-lo na sala de estar e a negociar o preço na Black Friday .

As notícias recentes sobre smart TVs que continuam a captar áudio mesmo com o ecrã desligado não são, em rigor, uma surpresa.

São antes a confirmação de um receio antigo, daqueles que Aldous Huxley teria apreciado: não precisamos de ser vigiados à força – entregamo-nos voluntariamente, seduzidos pelo conforto de dizer “liga o canal três” sem nos levantarmos do sofá.

No Admirável Mundo Novo , o controlo não vinha da repressão, mas do prazer.

A smart TV é, nesse sentido, um objeto huxleyano por excelência.

Mas o que interessa aqui não é a literatura – é o Direito.

E o Direito, quando confrontado com a velocidade da inovação tecnológica, tem uma tendência quase tragicamente cómica para chegar atrasado à festa, de black tie e ar perplexo, claro.

O problema é simples.

Um dispositivo ligado à internet, comumente apelidado de Internet of Thinhs (IoT) product – uma televisão, um frigorífico, uma câmara de vigilância doméstica – recolhe dados pessoais.

Às vezes, o utilizador sabe.

Muitas vezes, como se tem vindo a verificar, não sabe de todo.

E quando o dispositivo capta som ambiente com o ecrã apagado, estamos perante uma recolha de dados sem uma base legal clara, sem consentimento informado e, potencialmente, sem qualquer finalidade legítima que resista a escrutínio.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›