Mercado do crédito à habitação regista sexto mês consecutivo com novos contratos acima dos 2.000 milhões
O mercado de crédito à habitação manteve em agosto uma dinâmica sólida, registando o sexto mês consecutivo com novos contratos de crédito regular acima dos 2.000 milhões de euros, revela o Barómetro da Simplefy divulgado hoje.
Para Rui Lopes, CEO Simplefy, “estamos perante uma mudança clara no mercado do crédito à habitação.
As renegociações perderam o peso que tiveram nos últimos anos e o novo crédito ganhou consistência, mantendo-se acima dos 2 mil milhões de euros há seis meses consecutivos.
É um sinal de maior confiança por parte das famílias e de um mercado que recuperou dinâmica, sem que isso signifique que haja espaço para decisões menos ponderadas”.
De acordo com o estudo, o montante total de novas operações situou-se em 2.553 milhões de euros em agosto, enquanto o crédito novo, excluindo renegociações, alcançou os 2.131 milhões de euros, numa sequência sem precedentes na série estatística.
Em sentido oposto, o peso das renegociações de crédito recuou para 16,51%, fixando um novo mínimo histórico e confirmando a transição para um mercado dominado por novos contratos.
No que respeita à tipologia de financiamento, a taxa mista atingiu um novo máximo histórico ao representar 86,58% dos novos contratos, ao mesmo tempo que a taxa de juro média subiu para 3,00% e a Euribor a seis meses avançou para 2,71%.
No plano macroeconómico, o Produto Interno Bruto português acelerou para 2,6%, o valor mais elevado do ano, no entanto, a taxa de inflação subiu para 3,30%, invertendo a trajetória de moderação registada nos meses anteriores.
O mercado de trabalho manteve a estabilidade, com a taxa de desemprego fixada em 5,3% e o Índice de Clima Económico a manter-se nos 2,90 pontos, enquanto a confiança dos consumidores registou uma ligeira deterioração para -20,1 pontos.
No setor imobiliário, a avaliação bancária atingiu um novo máximo histórico de 2.254 euros por metro quadrado, o que reflete um aumento homólogo de 14,7%.
Os dados das transações imobiliárias relativos ao segundo trimestre indicam a realização de 40.142 operações, com o montante médio transacionado a fixar-se num valor recorde de 266.475 euros.
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