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Economia

“Vamos a caminho do quarto superávite consecutivo”, afirma Montenegro

Jornal Económico ·
“Vamos a caminho do quarto superávite consecutivo”, afirma Montenegro

O primeiro-ministro afirmou hoje que Portugal vai “a caminho do quarto superávite consecutivo” e defendeu que as contas públicas equilibradas “são a melhor garantia” para a sustentabilidade a médio e longo prazo.

Luís Montenegro participou hoje na abertura da conferência europeia da economia alemã (promovida pela Câmara de Comércio e Indústria Luso-Alemã), em Lisboa, em que esteve também o ministro da Economia e da Coesão Territorial, Manuel Castro Almeida.

“Vamos a caminho do nosso quarto superávite consecutivo”, afirmou o primeiro-ministro, uma semana depois de o ministro das Finanças ter assegurado que o objetivo será ter no final do ano, pelo menos, um saldo orçamental nulo.

Perante uma audiência de cerca de 250 participantes, Montenegro destacou que, logo a seguir a esta conferência, irá presidir ao Conselho de Ministros que vai aprovar “a quinta descida do IRS”, já anunciada na semana passada.

“É a quinta vez em 2,5 anos que nós baixamos os impostos sobre rendimento do trabalho, em particular da classe média”, afirmou.

À saída, em declarações aos jornalistas, o primeiro-ministro disse que será ele próprio a transmitir as conclusões da reunião do Governo, que além do alívio fiscal e do suplemento extraordinário para os pensionistas já anunciados, deverá aprovar apoios para setores mais penalizados pela subida dos preços dos combustíveis.

Na sua intervenção, assegurou que o Governo está consciente “das dificuldades, do sofrimento das famílias e das empresas” com o aumento dos combustíveis, “e por via deles em toda a cadeia produtiva”.

“Apesar de tudo isso, estamos fortes”, assegurou, destacando, que apesar das circunstâncias “deste ano atípico”, Portugal cresceu no segundo trimestre 2,5, “mais do dobro da média da União Europeia e da área do euro”.

O primeiro-ministro acrescentou que os trabalhadores portugueses tiveram, em média, “uma valorização de cerca de 15% do seu rendimento líquido nos anos de 2024 a 2025”.

“15% não é um número qualquer.

É mais ou menos o equivalente a dois ordenados mensais, a dois vencimentos mensais [ao fim de um ano].

Às vezes nós, com determinados números, não conseguimos transformá-los de maneira a que as pessoas em casa nos percebam”, referiu.

Montenegro defendeu que as contas públicas equilibradas não são apenas “um objetivo ou um número”, significam que o Estado se pode financiar a um custo mais baixo.

“A previsibilidade da nossa saúde financeira é um crédito para que as empresas tenham melhores condições de investimento e o para que o Estado gaste menos em juros, dispondo mais para as políticas sociais, dispondo mais para as políticas de investimento”, disse.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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