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Economia

Europa investe na cibersegurança, mas falta o alerta europeu

ECO ·
Europa investe na cibersegurança, mas falta o alerta europeu

A Europa tem vindo a investir no reforço da sua segurança cibernética, mas há falhas na sinalização e resposta a perturbações e ataques informáticos de grande escala.

Mais, o Sistema Europeu de Alerta em matéria de Cibersegurança ainda não está a funcionar, “atrasando o desenvolvimento concreto de capacidades avançadas para detetar e prevenir ameaças e incidentes de cibersegurança”, alerta Tribunal de Contas Europeu (TCE), no relatório de auditoria “Deteção e resposta a incidentes de cibersegurança”.

“A UE conseguiu avançar na cooperação para a segurança informática, mas o sistema criado ainda não funciona como devia”, alerta George-Marius Hyzler, membro do TCE responsável pela auditoria.

“Quando há uma perturbação ou ataque grave, ter informações úteis e a tempo faz toda a diferença.

Sem elas, o sistema não tem grande valor”, acrescenta, citado em comunicado.

A auditoria do TCE visava avaliar a eficácia das ações da UE na deteção de incidentes de cibersegurança significativos e em grande escala e a resposta aos mesmos, tendo a análise incidido entre 2022 e 2025, tendo incluído visitas de auditoria a três Estados-Membros (Irlanda, Grécia e Itália), detalha o relatório.

A UE conseguiu avançar na cooperação para a segurança informática, mas o sistema criado ainda não funciona como devia. (…) Quando há uma perturbação ou ataque grave, ter informações úteis e a tempo faz toda a diferença.

Sem elas, o sistema não tem grande valor.

George-Marius Hyzler Tribunal de Contas Europeu Para combater as ameaças cibernéticas de larga escala, a UE está aumentar os investimentos, sendo que no orçamento para 2021-2027, o Programa Europa Digital é a principal fonte de financiamento, com 1,4 mil milhões de euros.

Fragilidades no reporte de incidentes Mas a análise do TCE aponta fragilidades na estratégia e sua implementação, a começar pelo própria adoção de legislação pertinente pelos Estados-Membros e no reporte dos incidentes.

Português 33N investe em ronda de 270 milhões de startup Ler Mais Comecemos pela legislação.

Os Estados-Membros tinham até outubro de 2024 para transpor a Diretiva SRI 2 para o direito nacional, mas “apenas dois cumpriram o prazo”.

Nenhum deles era Portugal.

Por cá a Diretiva só foi transposta através do Decreto-Lei n.º 125/2025, publicado em 4 de dezembro de 2025, mas com validade a partir de abril deste ano.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.

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