Católica está “aberta a parcerias com escolas europeias e asiáticas. EUA são interrogação”
Dean da educação executiva da Católica Lisbon-SBE elege internacionalização como prioridade e mostra abertura a parcerias com escolas europeias e asiáticas. Escolas dos EUA geram menor entusiasmo.
Só este ano, a Católica Lisbon School of Business & Economics firmou parcerias com três grandes escolas de negócios europeias : a espanhola ESADA , a italiana Bocconi e a francesa INSEAD . Em entrevista ao ECO, o dean para a formação de executivos, Nuno Moreira da Cruz, revela que a aposta na internacionalização é para continuar (e reforçar), com os olhos postos no Velho Continente e na Ásia . Já os Estados Unidos , tradicionalmente apetecíveis para este tipo de laços, são atualmente “um ponto de interrogação muito grande “, tendo em conta o ambiente hoje aí vivido, salienta o responsável.
“O que nos interessa é, em cada domínio, tentar agarrar a parceria que faz mais sentido “, salienta Moreira da Cruz, que garante que a educação executiva da Católica-Lisbon SBE está “ completamente aberta a parcerias cada vez mais europeias e asiáticas “.
De notar que esta escola já conta, além das parcerias mencionadas, com uma relação com a Universidade de Kellog, nos Estados Unidos . Contudo, desde que Donald Trump voltou a tomar as rédeas do país que o ambiente em torno dos estudantes estrangeiros e das parceiras internacionais tem estado envolto em incerteza . Ao ECO, o dean do braço de educação executiva da Católica-Lisbon SBE explica mesmo que “muitos executivos portugueses” mostraram receio de ir estudar para solo norte-americano. “Tivemos pessoas inscritas que nos disseram que não sabiam se era a altura para ir para os Estados Unidos “, revela.
Em entrevista, Nuno Moreira da Cruz realça, por outro lado, que há um gap que as escolas de negócios têm de resolver, nomeadamente, terem de apostar cada vez mais nas competências soft dos líderes que formam , já que, no futuro, as competências hard poderão ser assumidas pela máquina.
O tema da liderança é muito extenso e, portanto, podemos sempre ver como um copo meio cheio ou como copo meio vazio. Não tenho dúvidas de que há líderes fantásticos, mas também líderes que são os chamados chefes . Mas isso é igual em todo o lado. Olhe só para o domínio das empresas familiares. Temos grupos económicos muito poderosos em Portugal, que contribuem para a nossa riqueza coletiva e são liderados por pessoas que têm uma visão integrada das coisas .
É o líder que olha para o lucro – sem lucro não há mais nada –, mas também para o planeta, para as pessoas, e é capaz de ter esta visão integrada do que é a expectativa do lucro hoje, mas também o lucro amanhã. Como digo muitas vezes nas minhas aulas, sem lucro não há cá preocupações sociais nem ambientais, mas, se não houver preocupações sociais e ambientais, não vai haver lucro .
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.