Dívida das famílias, empresas e Estado sobe para 894 mil milhões no 1.º semestre
O endividamento do setor não financeiro, que reúne administrações públicas, empresas e particulares, aumentou em 39,6 mil milhões de euros no primeiro semestre, para 894 mil milhões de euros, anunciou esta sexta-feira o Banco de Portugal.
No final de junho, o endividamento do setor privado, que inclui empresas e particulares, representava cerca de 500,3 mil milhões de euros, enquanto perto de 393,6 mil milhões de euros diziam respeito ao setor público (composto por administrações públicas e empresas públicas).
Nos primeiros seis meses do ano, o endividamento do setor público subiu 22,6 mil milhões de euros, um acréscimo que ocorreu, sobretudo, perante o exterior (15,3 mil milhões), essencialmente pelo investimento líquido de não residentes em títulos de dívida pública portuguesa.
O banco central verificou também um aumento do endividamento do setor público perante as administrações públicas (+4,1 mil milhões de euros), os particulares (+1,8 mil milhões de euros) e o setor financeiro (+1,7 mil milhões de euros) e uma redução junto das empresas.
Já o endividamento do setor privado aumentou 17 mil milhões de euros, com o endividamento dos particulares a crescer 8,2 mil milhões, essencialmente perante o setor financeiro (+7,2 mil milhões de euros, dos quais +5,9 mil milhões de euros por via do crédito à habitação).
Por sua vez, o endividamento das empresas privadas subiu 8,8 mil milhões, refletindo aumentos perante o setor financeiro (+5,0 mil milhões de euros), do exterior (+3,3 mil milhões de euros) e das empresas não financeiras (+0,4 mil milhões de euros).
Até junho, o endividamento do setor não financeiro cresceu de 278,5% para 282,7% do Produto Interno bruto (PIB), refletindo um aumento do endividamento superior ao aumento do PIB.
O BdP explicou que esta variação resulta do aumento do endividamento do setor público, de 120,9% para 124,5% do PIB, e do setor privado, de 157,6% para 158,2% do PIB.
Apenas no mês de junho, o endividamento das empresas privadas subiu 4,2% relativamente ao mesmo mês de 2025, enquanto o endividamento dos particulares subiu 9,9% em termos homólogos, a taxa de variação anual mais elevada registada desde o início da série, em dezembro de 2008.
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