Exportações da indústria agroalimentar e bebidas disparam 25% para o Brasil até julho
As exportações da indústria alimentar e das bebidas para o Brasil dispararam mais de 25% até julho, contrariando a queda de 12,5% das vendas para os EUA, adiantou esta terça-feira a FIPA – Federação das Indústrias Portuguesas Agroalimentares.
Esta subida ocorre num período marcado pela assinatura do acordo UE-Mercosul , que aprovou uma redução das taxas alfandegárias para o comércio entre os países destas regiões.
Acordo UE-Mercosul entra em vigor provisoriamente em maio Ler Mais Segundo os dados da associação que representa o setor, que cita dados do INE, apesar do sentimento de incerteza a nível global, marcado pela guerra do Irão e pela escalada dos preços, as e xportações da indústria alimentar e das bebidas portuguesa cresceram 4,16% entre janeiro e julho de 2026 , face ao período homólogo do ano anterior.
Para esta evolução contribuíram os mercados extracomunitários, que continuam a assumir-se como o principal destino dos produtos da indústria alimentar e das bebidas, concentrando exportações no valor de 1,51 mil milhões de euros.
“Entre os mercados que registaram maior crescimento, destacam-se o Brasil (25,45%) e Angola (22,12%).
Em contraciclo, as exportações para os Estados Unidos da América recuaram 12,50%”, destaca.
Brasil reforça debate sobre acordo UE-Mercosul Ler Mais Este forte crescimento ocorreu num período marcado pelo acordo UE-Mercosul, um entendimento que permite uma redução das taxas alfandegárias para o comércio entre os países da União Europeia e a Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai.
O acordo prevê que o Mercosul coloque fim a taxas alfandegárias sobre 91% das exportações da UE para os quatros países sul-americanos , incluindo automóveis, dos atuais 35%, ao longo de um período de 15 anos.
Por seu lado, a União Europeia vai pôr progressivamente fim às tarifas sobre 92% das exportações do Mercosul ao longo de um período de até dez anos.
O acordo estipula que o Mercosul elimina as tarifas alfandegárias sobre produtos agrícolas da UE, como os 27% sobre vinhos e os 35% sobre bebidas espirituosas .
As vendas do setor na União Europeia também registaram uma evolução positiva.
Cresceram 2,56% para 3.175 milhões de euros.
Países Baixos (+20,64%), Itália (+13,35%) e Polónia (+11,91%) destacaram-se entre os mercados com maior dinamismo.
Em sentido contrário, as exportações para a Bélgica diminuíram 4,27%.
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