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Economia

Quem compra casa contrata 36 anos de crédito e quem transfere fica-se pelos 30

Jornal Económico ·
Quem compra casa contrata 36 anos de crédito e quem transfere fica-se pelos 30

O prazo é a variável mais silenciosa do crédito à habitação.

Não aparece nas campanhas, raramente é discutida nas reportagens sobre juros e quase nunca é apresentada como uma decisão.

É tratada como uma característica técnica do contrato, quando na prática é o resultado de uma conta feita ao contrário.

Os dados de agosto do crédito à habitação intermediado pelo ComparaJá dão a medida disso.

O prazo médio dos créditos de aquisição foi de 36 anos.

O dos créditos transferidos de um banco para outro ficou nos 30 anos.

São seis anos de diferença entre duas operações que, do ponto de vista do produto, são o mesmo empréstimo com a mesma garantia.

E há um mês, o prazo médio das aquisições era de cerca de 33 anos e nove meses, o que faz da subida de agosto o movimento mais expressivo do ano nesta variável.

O mecanismo é simples e explica as duas coisas ao mesmo tempo.

Numa transferência, o prazo não é escolhido: herda-se.

O que resta do contrato original é o que passa para o banco novo, e alongá-lo costuma ser precisamente o que anula o ganho da mudança, porque uma prestação mais baixa distribuída por mais anos pode custar mais em juros totais do que o spread que se foi buscar.

Numa aquisição, o prazo é a última variável a ser fixada, depois de estarem definidos o preço da casa, o capital próprio disponível e o rendimento do agregado.

Serve para fazer caber a prestação dentro do limite de esforço que o banco aceita.

É por isso que o número de agosto não deve ser lido como uma preferência dos compradores.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.

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