Ambiente no OE2027: menos dinheiro e prioridade na floresta
O Orçamento de 2027 tira menos dinheiro ao Ambiente do que os números totais sugerem: a queda resulta do fim do PRR, e as verbas nacionais crescem mais de 15%.
Os impostos ambientais sobem ligeiramente, mas recaem sobre a produção de eletricidade e as empresas poluidoras, não sobre as famílias.
Ficam de fora novas metas… O Ambiente e Energia vai ter menos dinheiro em 2027, mas a explicação não é simples.
Segundo a proposta de Orçamento do Estado entregue no Parlamento, o programa conta com 2 265,2 milhões de euros, menos 3,2% do que no ano anterior.
A descida resulta sobretudo do fim do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), cujas verbas estão a diminuir.
Retirando o PRR, a despesa do setor fixa-se em 1 751,5 milhões de euros e sobe 15,4% face à estimativa para 2026.
Ou seja, o Estado aumenta o esforço com dinheiro próprio, mas não o suficiente para compensar a saída dos fundos europeus.
O PAN fala num corte de 10% no Ambiente.
A deputada Inês de Sousa Real lembra que o país foi atingido em fevereiro por um “comboio de tempestades” e considera que há ainda um “caminho a fazer” no Orçamento.
A diferença em relação aos 3,2% referidos pelo Governo parece explicar-se pela base de comparação.
Face ao Orçamento aprovado para 2026, que previa 2 495 milhões de euros para o programa, a descida é de cerca de 9%, próxima dos 10% apontados pelo PAN.
Já a redução de 3,2% compara com o que se estima gastar efetivamente este ano, um valor inferior ao orçamentado.
Impostos ambientais sobem ligeiramente, mas não para as famílias Do lado da receita, o Orçamento não cria impostos ambientais novos para o consumidor comum.
O principal agravamento recai sobre as empresas que produzem eletricidade com combustíveis fósseis.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.