quinta-feira, 8 de outubro de 2026 PortaisSobre🌓
🇵🇹 PT ▾
ÚLTIMA HORA
› Exército israelita reclama eliminação de 3 paramilitares em Gaza› Fuzilamento de autor de massacre em base militar no Texas será transmitido em direto› EuroDreams sai a 2 apostadores lá fora. Para Portugal, vêm 3.º prémios› Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai› Site oferece criptomoedas para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro› 21h OE governo confirma a atualização dos escalões do IRS e a descida do IRC› Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo› Soldado israelita morre após capotamento de veículo no sul do Líbano› Trump considera "inimigo" quem não usar a expressão Superinteligência em vez de IA› ARTEX26. Exercício militar português testa inovações tecnológicas em ambiente realista› Exército israelita reclama eliminação de 3 paramilitares em Gaza› Fuzilamento de autor de massacre em base militar no Texas será transmitido em direto› EuroDreams sai a 2 apostadores lá fora. Para Portugal, vêm 3.º prémios› Israel distingue passageiros que salvaram voo após ataque na Flydubai› Site oferece criptomoedas para divulgar campanha de Flávio Bolsonaro› 21h OE governo confirma a atualização dos escalões do IRS e a descida do IRC› Nigéria reduz preços dos combustíveis por 30 dias e estuda teto máximo› Soldado israelita morre após capotamento de veículo no sul do Líbano› Trump considera "inimigo" quem não usar a expressão Superinteligência em vez de IA› ARTEX26. Exercício militar português testa inovações tecnológicas em ambiente realista
Últimas

O clima também é um assunto do Ministério das Finanças

Diário de Notícias ·

Em maio de 2026, o Fundo Monetário Internacional publicou um relatório que analisa como Portugal incorpora o clima na gestão dos investimentos públicos – o chamado relatório C-PIMA ( Climate Public Investment Management Assessment ).

A mensagem é clara: apesar dos progressos realizados, Portugal precisa de integrar de forma muito mais sistemática as alterações climáticas nas suas decisões de investimento e na gestão das finanças públicas.

As recomendações do FMI são bem concretas, afirmando que Portugal deveria: introduzir climate screening e a avaliação do impacto climático na análise dos projetos de investimento público; incorporar climate budget tagging no processo orçamental; incluir avaliações de risco climático nos planos de manutenção das infraestruturas; estudar mecanismos ex ante de financiamento do risco de catástrofe, incluindo seguros; e desenvolver uma estratégia abrangente de financiamento desse risco.

Recomenda ainda o reforço da capacidade da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) para avaliar os riscos climáticos por região e por tipo de infraestrutura, utilizando essa informação para priorizar investimentos preventivos.

E coloca sobre a mesa uma proposta institucional particularmente relevante: considerar a criação de uma Unidade de Financiamento Climático no Ministério das Finanças.

Estas recomendações podem parecer muito técnicas, mas apenas reconhecem que o risco climático é também risco orçamental, e por isso precisa de ser gerido.

A pergunta deixa, portanto, de ser apenas quanto gastamos em políticas climáticas.

Passa a ser uma pergunta muito mais exigente: de que forma o risco climático está incorporado na maneira como o Estado planeia, orçamenta, investe, mantém os seus ativos e gere os seus riscos financeiros? No entanto, ainda continuamos demasiado concentrados numa lógica financeira ex post : ocorre a catástrofe, contabilizam-se os prejuízos, mobilizam-se apoios, reparam-se infraestruturas e procura-se financiamento.

O que o FMI está a propor é uma evolução para uma lógica ex ante : conhecer a exposição, quantificar o risco, incorporá-lo na seleção e desenho dos investimentos, adaptar as infraestruturas e preparar previamente os instrumentos financeiros necessários para absorver o risco que não pode ser evitado.

Esta mudança é muito mais do que política climática.

É boa gestão das finanças públicas.

E talvez devêssemos começar por colocar uma questão desconfortável: quanto risco climático está hoje escondido nas contas públicas portuguesas? Sabemos quanto o Estado prevê gastar em ambiente ou proteção civil.

Ler a notícia completa no Diário de Notícias ›

Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

Mais de Diário de Notícias

Ver tudo ›

Mais em Últimas

Ver tudo ›