Orçamento é festa, as contas um funeral
Chegamos ao momento da entrega do Orçamento do Estado.
Portugal tem uma curiosa relação com as contas públicas.
Interessa-se mais pelo dinheiro que ainda não gastou do que por aquele que já desapareceu.
Todos os outubros, o Orçamento é acontecimento nacional.
Diretos televisivos, comentadores em estado de emergência, ministros a anunciar milhões e oposições a denunciar outros tantos.
Discutimos verbas que, com sorte, um dia serão executadas.
Depois chega a Conta Geral do Estado.
E o país muda de canal ou é uma nota de rodapé.
A 29 de setembro, o Tribunal de Contas recusou certificar a Conta de 2025, pelo quinto ano seguido.
Faltam-lhe 22,5 mil milhões de dívida.
Ninguém interrompeu a programação.
Passamos semanas a discutir o que o Estado promete gastar.
Quase nada a perceber o que gastou e o que conseguiu.
Porque na política portuguesa, a intenção vale mais do que o resultado.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em jornaleconomico.sapo.pt — o conteúdo pertence a Jornal Económico.