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Grupo paramilitar DAG interveio em Palma a pedido das autoridades

Notícias ao Minuto - Mundo ·
Grupo paramilitar DAG interveio em Palma a pedido das autoridades

O responsável adiantou, durante um testemunho por videoconferência a partir da África do Sul no âmbito do inquérito judicial à morte do britânico Philip Mawer durante esse ataque, que a DAG tinha um contrato desde abril de 2020 com o Governo britânico.

O objetivo era "providenciar meios aéreos, porque eles não tinham nenhum" e "treinar uma força especial da polícia para usar no combate dos insurgentes", disse.

Na altura do ataque, a 24 de março de 2021, o contrato estava a terminar, "mas o exército moçambicano pediu para ir ajudar", acrescentou.

"A missão era procurar e salvar pessoas, combater insurgentes e repeli-los", adiantou, referindo que as ordens eram dadas pelo Inspector-Geral da Policia, em Pemba.

O Governo moçambicano tinha declinado confirmar a presença de empresas privadas de segurança na luta contra grupos armados na província de Cabo Delgado, norte do país, justificando com "o caráter sensível" e "militar" do assunto.

Durante vários dias, o DAG voou com os seus seis helicópteros para resgatar pessoas e repelir os insurgentes junto das populações locais, envolvendo-se em combates. "Tentámos reduzir o banho de sangue", justificou o presidente-executivo, revelando que terão retirado cerca de 240 pessoas.

Dyck revelou que o primeiro de vários voos de resgate no hotel Amarula, em 25 de março, "foi feito a pedido dos moçambicanos, porque o administrador distrital [Agostinho Ntawali] estava lá com a família".

As autoridades alegaram que, se altos dirigentes políticos fossem capturados, complicaria a situação devido ao seu valor para os insurgentes.

A grande concentração de "estrangeiros brancos" no hotel era outro motivo de preocupação para os responsáveis moçambicanos devido ao risco de serem sequestrados.

No entanto, porque os helicópteros estavam sediados em Pemba, a cerca de uma hora e meia de Palma, as intervenções foram limitadas pela necessidade de reabastecer regularmente. Dyck confirmou que os vários pedidos à TotalEnergies para usar o complexo de Afungi como base e abastecer combustível foram rejeitados.

"Se pudéssemos basear-nos na área e ter uma fonte constante de combustível, provavelmente o resultado teria sido diferente e poderíamos certamente ter salvado mais pessoas", afirmou o sul-africano.

Além de acesso a instalações médicas se fosse necessário, o complexo era visto como uma localização segura para aterrar helicópteros durante a noite.

Recinto com cerca de 200 de hectares de área, o complexo de Afungi é onde estão concentradas as operações da TotalEnergies, incluindo uma força militar de 750 militares moçambicanos.

Durante o inquérito foi mencionado que no local estavam também helicópteros militares MI8 e MI24 da força aérea moçambicana operados por pilotos ucranianos.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.noticiasaominuto.com — o conteúdo pertence a Notícias ao Minuto - Mundo.

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