Crise na Liderança
No trabalho, ser muito bom no que se faz continua a ser uma das formas mais comuns de chegar a uma posição de liderança.
O conhecimento e a experiência são reconhecidos com uma promoção, muitas vezes acompanhada da responsabilidade por uma equipa.
A questão é que liderar exige competências diferentes das que levaram a essa promoção.
Promovemos pessoas pela competência que demonstraram e esperamos que liderem com competências que nunca lhes foram ensinadas.
Saber fazer não significa saber criar condições para que uma equipa faça bem.
Liderar implica conhecer e apoiar cada elemento, comunicar, gerir conflitos e mudanças, delegar, desenvolver pessoas, dar feedback e tomar decisões difíceis.
Competências que nem sempre foram necessárias ou desenvolvidas na função anterior.
A liderança é, por isso, uma mudança na natureza do trabalho e não apenas mais um degrau na carreira.
Ainda assim, é frequente que a preparação fique para depois da transição.
A pessoa assume uma nova função, uma nova equipa e novas responsabilidades e espera-se que aprenda a liderar pela experiência.
Nem sempre existe formação, acompanhamento ou outro tipo de apoio que permita fazer essa transição.
Quando não corre bem, a tendência pode ser atribuir o problema à falta de perfil da pessoa.
Contudo, importa saber que condições foram dadas para que essa pessoa pudesse aprender a liderar.
A consequência é maior do que parece.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.