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Morreu Emma Bonino, a ex-comissária europeia que liderou a campanha para legalizar o aborto em Itália

Diário de Notícias ·
Morreu Emma Bonino, a ex-comissária europeia que liderou a campanha para legalizar o aborto em Itália

A ativista italiana Emma Bonino, conhecida por liderar campanhas que legalizaram o aborto e o divórcio na década de 1970 em Itália, país predominantemente católico e sujeito às objeções do Vaticano, faleceu, foi anunciado esta sexta-feira, 11 de setembro, pelo seu partido, o Più Europa (Mais Europa).

Tinha 78 anos.

“A sua vida foi uma longa luta contra tudo o que nega a liberdade: contra o aborto clandestino, a fome mundial, o domínio da política partidária, a mutilação genital feminina, a justiça punitiva, o genocídio e todas as formas de autoritarismo”, recordou o partido.

Envolvida em inúmeras lutas, desde o direito ao divórcio ao direito ao aborto, Emma Bonino foi membro do Partido Radical Italiano (de esquerda) e uma figura respeitada em todo o espetro político italiano.

“Durante décadas, Emma Bonino foi uma voz importante e reconhecida na política italiana, defendendo as suas ideias com determinação.

Os nossos percursos e sensibilidades eram muito diferentes, mas isso nunca me impediu de reconhecer a sua influência e papel na vida pública da nossa nação”, afirmou a primeira-ministra, Giorgia Meloni, numa mensagem publicada nas redes sociais.

Embora seja mais conhecida pelo seu ativismo em prol dos direitos das mulheres, Emma Bonino foi também ministra dos Negócios Estrangeiros e comissária europeia, com as pastas da Política do Consumidor e Pescas.

“A Europa pela qual ela lutou sentirá a sua falta”, reagiu a presidente do Parlamento Europeu, Roberta Metsola, destacando como Bonino “nunca esperou que o mundo estivesse preparado” para defender o que achava correto.

“Ela escolheu sempre seguir em frente, mostrando o caminho aos outros”, disse, garantindo que “é assim que será recordada em Itália e em Bruxelas”.

Candidata à presidência Nascida em 1948 numa quinta na pequena cidade de Bra, no noroeste de Itália, licenciou-se em línguas e literaturas estrangeiras pela Universidade Bocconi, em Milão, e mais tarde aderiu ao Partido Radical.

Este foi o início de uma paixão política que duraria toda a vida e que, segundo a própria, começou graças a um ginecologista.

Acreditando ser infértil, Emma Bonino engravidou aos 27 anos.

Decidiu abortar, declarando numa entrevista de 2023: “Na minha vida, demonstrei muita coragem, mas não a coragem de ser mãe”.

Naquela época, o aborto em Itália era ilegal, difícil, dispendioso e humilhante.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em www.dn.pt — o conteúdo pertence a Diário de Notícias.

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