Ministério Público faz buscas na PJ por alegadas escutas ilegais no caso Football Leaks
A Procuradoria-Geral da República (PGR) já confirmou a existência de um inquérito que investiga possíveis crimes de abuso de poder e falsidade de testemunho agravada.
O processo, que ainda não tem arguidos constituídos e está sujeito a segredo de justiça, envolve buscas e apreensões para recolha de prova.
Segundo a PGR, as diligências contam com a participação de vários magistrados do Ministério Público, inspetores da Autoridade Tributária e peritos informáticos.
O objetivo é recolher elementos que permitam “confirmar ou infirmar” os factos descritos na denúncia que deu origem ao inquérito.
A Polícia Judiciária (PJ) confirmou também a colaboração com as autoridades judiciárias, assegurando que prestou “todo o apoio necessário ao normal desenvolvimento das diligências”.
A polícia escusou-se a fazer outros comentários, justificando que se trata de matéria que está sob investigação.
Segundo o Expresso , os procuradores estarão à procura de registos que comprovem a realização de uma alegada escuta ao advogado Aníbal Pinto, durante um encontro numa estação de serviço de Oeiras, na A5, com representantes da empresa de gestão desportiva Doyen, em outubro de 2015.
As buscas acontecem depois de o juiz do processo em que a inspetora da PJ Aida Freitas é julgada por falsas declarações ter adiado a sentença e determinado a audição de seis elementos da Polícia Judiciária.
Entre eles estão David Freitas, coordenador da PJ que acusa o atual diretor da instituição, Carlos Cabreiro, de ter negado em tribunal a existência de escutas que terão sido realizadas, quatro inspetores da UPAT que terão participado na alegada escuta e José Amador, responsável pela investigação a Rui Pinto.
David Freitas entregou ao processo uma ordem de missão e um relatório que diz ter encontrado nos arquivos da UPAT e que, segundo a sua denúncia, estarão relacionados com as escutas.
O juiz pediu entretanto à PJ cópias dos documentos, mas o pedido não foi cumprido.
A Polícia Judiciária não quis comentar as buscas.
Em causa está o que aconteceu durante um encontro, em 21 de outubro de 2015, numa estação de serviço de Oeiras.
Na altura, estavam a ser divulgadas na internet informações confidenciais sobre contratos de jogadores de futebol e a Doyen era um dos principais alvos.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em 24.sapo.pt — o conteúdo pertence a SAPO24.