Universidade Politécnica da Guarda reclama estatuto de universidade
Poderá haver uma mudança de estatuto em marcha na Universidade Politécnica da Guarda (UPG), que para já reclama o reconhecimento como universidade.
O primeiro passo já foi dado: o Conselho Geral aprovou por unanimidade uma moção que define essa mudança num “objetivo estratégico” da instituição, considerando que cumpre os requisitos necessários, à semelhança dos antigos politécnicos do Porto, de Leiria e de Bragança .
“A aprovação unânime demonstra que este não é um projeto de uma pessoa ou de um órgão, mas uma ambição partilhada por toda a instituição ”, assinalou o reitor Joaquim Brigas, citado numa nota enviada às redações.
Nova Universidade de Bragança e Norte Interior oficializada Ler Mais “Não estamos a declarar concluído um processo: estamos a afirmar que a UPG possui razões sólidas para o iniciar e que tem a responsabilidade de demonstrar, com rigor, as condições necessárias para o concretizar, reforçando o seu contributo para a região e para o país” , frisou.
A passagem a universidade visa “ reforçar a capacidade da UPG para atrair e fixar talento, promover a inovação e contribuir ainda mais para o desenvolvimento e a coesão do território” na sua área de influência.
A conversão depende, contudo, da aprovação de um d ecreto-lei , da emissão dos pareceres legalmente exigidos e da demonstração do cumprimento dos requisitos aplicáveis às universidades.
O Conselho Geral da UPG conferiu, na segunda-feira, mandato ao reitor para preparar a fundamentação técnica e avançar com contactos junto do Governo e das entidades competentes para conseguir a alteração de estatuto.
A aprovação unânime demonstra que este não é um projeto de uma pessoa ou de um órgão, mas uma ambição partilhada por toda a instituição.
Universidade Politécnica da Guarda (UPG) Joaquim Brigas Entretanto, a UPG já comunicou formalmente ao Governo a decisão de avançar com a candidatura e vai preparar o dossiê técnico que sustentará a sua proposta.
Com o mesmo propósito já solicitou uma reunião com o ministro da Educação, Ciência e Inovação , Fernando Alexandre.
Entre os argumentos que sustentam a conversão em universidade estão a evolução académica, científica e institucional da UPG , designadamente na formação doutoral, na qualificação do corpo docente, no desenvolvimento da investigação, e na participação em projetos nacionais e internacionais.
Elenca igualmente a integração na Aliança Europeia Unita – Universitas Montium e a acreditação institucional por seis anos e sem condições .
A UPG aspira, por isso, ter classificação semelhante aos antigos institutos politécnicos do Porto, de Leiria e de Bragança, aos quais o Governo atribuiu os estatutos de “universidade técnica” e de “universidade”.
Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em eco.sapo.pt — o conteúdo pertence a ECO.