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UNITA faz queixa-crime contra polícia angolana e governador

Observador ·
UNITA faz queixa-crime contra polícia angolana e governador

Em conferência de imprensa, a vice-presidente da União Nacional para a Independência Total de Angola (UNITA), Arlete Chimbinda, apresentou o ponto de situação atualizado e as medidas sobre os atos de violência realizados por efetivos da Polícia Nacional contra militantes do partido no Uíje.

Arlete Chimbinda considerou que a Polícia revelou naquele incidente um comportamento parcial, cúmplice e colaborativo na perturbação do ambiente democrático, violando, de forma evidente, os princípios da legalidade, da imparcialidade e a atuação republicana, que devem orientar uma força policial.

Segundo a vice-presidente da UNITA, durante a preparação do ato foi notória a tentativa do seu maior opositor político, o Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), partido no poder, para travar a realização de um comício público.

A mesma fonte avançou que, no âmbito da provocação, “o MPLA realizou atividades com música, inclusive no interior dos hotéis onde se encontrava hospedada grande parte das delegações da UNITA”.

“Existem fortes indícios e provas de premeditação e de provocação contra a UNITA . A Polícia foi, visivelmente, instrumentalizada por cidadãos que exercem, cumulativamente, funções no partido que governa e na Administração do Estado”, referiu.

A dirigente da maior formação política da oposição frisou que os incidentes no Uíje foram comunicados de forma expressa e detalhada, “acompanhada das respetivas provas, aos mecanismos das Nações Unidas, dando conta do ataque de que foram vítimas.”

“Que fique aqui bem claro: no Uíge não houve qualquer confronto. A UNITA foi atacada e os seus membros, que se encontravam indefesos, ficaram feridos. Só se poderia falar em confronto se tivesse havido, por parte dos militantes da UNITA, qualquer ato de resistência ou de enfrentamento. O que aconteceu foi diferente: a Polícia atacou mulheres e crianças que se encontravam a dançar e a cantar”, expressou.

De acordo com Arlete Chimbinda, foi também aberto um processo relativamente à invasão ao Secretariado Provincial da UNITA, realizada sem o competente mandado judicial.

A vice-presidente da UNITA realçou que, na sequência dos atos de intolerância política, o líder do partido, Adalberto Costa Júnior, contactou a Presidência da República de Angola, para informar sobre a gravidade dos atos praticados pela Polícia, sob o comando do governador do Uíje, José Carvalho da Rocha.

“Porém, a Presidência da República remeteu-se ao silêncio. E, como diz o conhecido princípio, “quem cala consente”, entendemos que o silêncio da Presidência da República, que acumula a titularidade da presidência do MPLA [Movimento Popular de Libertação de Angola, partido no poder], acaba por constituir um incentivo à continuidade destas práticas”, considerou.

“A UNITA não aceitará que as províncias sejam tratadas como feudos, cujo senhorio pertença ao partido no poder”, acrescentou Arlete Chimbinda, pedindo a necessária celeridade dos processos instaurados nos tribunais “contra as chefias policiais que comandaram os atos ocorridos no Uíje”.

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Resumo agregado pelo 5News a partir do feed público do veículo. A matéria completa, com todo o contexto, está em observador.pt — o conteúdo pertence a Observador.

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