Bombeiro ferido em agosto em Arouca passou para centro de reabilitação
U ma vez que os outros três feridos no mesmo despiste viário já tiveram alta hospitalar, esta última transferência representa para o comandante dos Bombeiros Voluntários de Arouca uma nova etapa na situação que, durante quase um mês, foi motivo de preocupação para grande parte da comunidade desse concelho do distrito de Aveiro e Área Metropolitana do Porto.
"Hoje fechámos um capítulo. O Pedro deixou o Hospital São Sebastião e seguiu para o Centro de Reabilitação do Norte, onde continuará o seu processo de recuperação e reabilitação física. Com a sua saída, os quatro bombeiros de Arouca que estiveram internados na Feira estão agora, finalmente, todos fora do hospital", declarou Sérgio Azevedo à Lusa.
O bombeiro hoje transferido tem 54 anos e deverá agora contar com mais "seis a oito semanas" de internamento no Centro de Reabilitação do Norte, em Valadares, Vila Nova de Gaia.
Este foi o operacional que sempre esteve em situação mais crítica entre os quatro bombeiros que ficaram feridos na madrugada de 19 de agosto, quando a viatura em que se deslocavam para o teatro de operações caiu numa ravina com 150 metros de profundidade.
Os quatro bombeiros foram então transportados por ambulância e helicóptero para o Hospital da Feira, exibindo condições clínicas de diferente complexidade, o que obrigou dois deles a permanência prolongada na unidade de Cuidados Intensivos e, no caso do homem de 54 anos, até a cirurgia especializada no Hospital Santos Silva, em Gaia.
Quanto aos restantes três, um teve alta do São Sebastião logo no dia seguinte ao acidente, outro obteve-a a 27 de agosto e o terceiro só a 09 de setembro, sendo que todos continuam em tratamento numa unidade de saúde privada do Porto, a expensas da respetiva seguradora.
"Nenhum teve ainda alta definitiva, porque continuam a exigir acompanhamento médico rigoroso, para evitar ao máximo o risco de mazelas permanentes", realçou Sérgio Azevedo.
O comandante admitiu que o acidente teve um impacto muito forte na sua corporação, que conta atualmente com 97 operacionais, mas afirmou: "Apesar de tudo o que vivemos nas últimas semanas, o nosso corpo de bombeiros continua ainda mais unido, coeso e motivado. O acidente não quebrou a nossa capacidade de resposta nem a vontade de continuar a servir a nossa comunidade.
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